Novo nome da educação na política local, Juari Lopes Pinto, que nas urnas aparecia como Professor Juari, representa também a renovação do PSDB na política municipal.
Ele obteve 4.199 votos nas eleições do dia 15, muito mais do que os 2.410 votos das eleições de 2012 e mais do que os 3.002 votos em 2016, ocasiões em que ele não se elegeu.
Com a oportunidade dada pela comunidade, sobretudo por colegas professores e alunos, Juari promete lutar por uma boa gestão na educação. Segundo o professor da rede pública e privada, no longo prazo, uma boa educação gera economia em outros setores.
Bandeira
Com 20 anos de carreira na educação, Juari promete que esta será a sua bandeira.
“Como parlamentar, irei lutar a favor de políticas públicas que melhorem a gestão educacional do município. O meu partido, bem como um grupo a que pertenço de gestores de ensino, entenderam que existe um deficit de políticos que conhecem a fundo o setor e por este motivo decidiram lançar novamente a minha candidatura”, explicou.
Juari complementou dizendo que “com um melhor investimento na educação é possível obter economia em diversas outras áreas do setor público. Por isso ela [educação] sempre foi a minha bandeira”.
Sobre fazer uma campanha em meio à pandemia, o agora vereador eleito afirmou que este cenário complicou o pleito, porém, o trabalho realizado nos últimos anos foi fundamental para o desfecho vitorioso dele na urnas.
“Esse tempo em que vivemos é muito complicado, porém, a atuação da nossa militância, principalmente nas redes sociais, foi fundamental na construção do nosso mandato”, agradeceu.
As eleições de 2020 tiveram uma característica diferente. Antes, o coeficiente eleitoral para eleger um parlamentar levava em conta os votos somados obtidos pela coligação.
No entanto, as regras mudaram este ano e cada sigla deve somar seus votos, ou seja, com a chamada chapa pura. Esse novo cenário foi capaz de diminuir a bancada de alguns partidos, e uma das siglas mais afetadas foi a do professor Juari, o PSDB.
Os tucanos viram o número de cadeiras cair de oito para três. Segundo Juari, essa queda já era esperada pela sigla.
“Nós tínhamos seis ou sete nomes e entendemos que eles teriam uma votação expressiva. Imaginávamos 4, com uma possível sobra para fazer o 5º vereador. Esse fato infelizmente complicou a nossa disputa, porém, ficou dentro da nossa previsão mais conservadora. Será um novo desafio para o partido, mas fomos eleitos para trabalhar e fazer o possível para não decepcionar os nossos eleitores”, projetou.
MAJORITÁRIA
O novo expoente tucano criticou a atitude do partido de não lançar uma candidatura majoritária. A sigla apoiou a reeleição do prefeito Marcos Trad (PSD), mas, para ele, talvez a chapa sairia mais forte se tivesse lançado a candidatura da deputada federal Rose Modesto (PSDB).
“Pode ser que o fato de não termos lançado um nome forte para a disputa da prefeitura da Capital, como o da deputada, atrapalhou o desempenho de alguns candidatos. Pois com uma chapa única teríamos mais visibilidade e, assim, a possibilidade de uma votação maior. No entanto, encaramos esse fato com naturalidade, pois faz parte do jogo político”, avaliou.
Pandemia
Sobre a pandemia, o professor avaliou que as autoridades de saúde devem dar a última palavra sobre o caso. Portanto, ele afirmou que as pessoas devem ouvir mais esses gestores e acatar as medidas que possam conter as contaminações e mortes.
Sobre uma possível nova onda e se ela poderia atrapalhar a volta às aulas presenciais, agendada para 2021, o professor avaliou que a sociedade deve aprender a conviver com a doença.
“É muito difícil alguém da área de educação opinar a favor ou contra a volta dos alunos às escolas. Quem deverá avaliar se serão 20, 30, 40 ou 50 alunos em sala é o comitê gestor da Covid-19, pois ele pode definir todos os protocolos de segurança necessários. Caso os especialistas entendam que deve voltar, nós, educadores, teremos de acatar a decisão. Não podemos passar mais um ano com as crianças e adolescentes fora das salas de aula. Portanto, eu acredito que devemos ser obrigados a aprender a conviver com a doença e a ouvir os especialistas da área”, finalizou.
FONTE: CORREIO DO ESTADO




