A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), deflagrou nesta 4ª feira (19.fev.25) a Operação “Psicultrópicos”, resultando na prisão preventiva de quatro pessoas e no cumprimento de três mandados de busca e apreensão nos municípios de Dourados e Batatais (SP).
A ação contou com o apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE) de São Paulo e da Divisão Especializada de Investigação Criminal (DEIC) do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 3).
A investigação, que durou mais de seis meses, teve início após a descoberta de um entreposto de drogas em Dourados no ano passado. Na ocasião, os policiais encontraram 277 quilos de maconha armazenados dentro de um barracão, escondidos entre sacos de ração para peixes.
Além da droga, foram apreendidos materiais utilizados para disfarçar o entorpecente, como plástico filme e graxa, substância usada para dificultar a detecção por cães farejadores.
Durante o andamento das investigações, outro desdobramento relevante ocorreu no contexto da Operação “Protetor”, quando foram apreendidos mais de 3,2 toneladas de maconha em Dourados. Os agentes interceptaram um caminhão preparado para transportar a droga dissimulada sob uma carga de ração. A ação resultou na prisão de cinco suspeitos, incluindo o motorista do caminhão e seus batedores, localizados com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A operação deflagrada nesta quarta-feira foi um desdobramento dessas investigações, consolidando as provas reunidas ao longo das investigações. Durante a execução dos mandados, as equipes apreenderam cinco aparelhos celulares que serão analisados para aprofundar as investigações, além de dois veículos que teriam sido utilizados no transporte dos entorpecentes.
O nome “Psicultrópicos” combina os termos “piscicultura” e “psicotrópicos”, em referência à tática criminosa utilizada pelo grupo para ocultar drogas em cargas de ração para peixes, facilitando o envio dos entorpecentes para outros estados sem levantar suspeitas.
FONTE: MS NOTICIAS