Vendida a R$ 779,56, o preço da cesta básica em Campo Grande segue como o 6° maior valor entre as capitais do país, segundo a pesquisa mensal do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Em novembro, Campo Grande figurou entre as três capitais do país a registrar aumento de preços.
Aqui, os produtos essenciais para alimentação custaram R$ 779,56 em novembro, o que representa uma alta de 0,29% em relação ao mês anterior, quando o valor era de R$ 777,28.
Impulsionados pela alta nos preços do café e tomate, os alimentos que compõem a cesta básica registraram uma variação de 1,20% no acumulado do ano. Nos últimos 12 meses, a variação ficou em 0,92%. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta terça-feira (9), pelo Dieese.
Seis dos 13 produtos da cesta básica tiveram alta
Entre outubro e novembro de 2025, seis dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios. Entre eles, estão a banana (6,34%), o óleo de soja (4,86%), a batata (2,79%), a manteiga (1,77%), a carne bovina de primeira (1,64%) e o açúcar cristal (0,80%). A farinha de trigo manteve-se estável.
Os outros seis produtos apresentaram queda de preço. As maiores foram do tomate (-11,54%), café em pó (-3,39%), arroz-agulhinha (-1,91%), leite integral (-1,50%), pão francês (-0,83%) e; por fim, o feijão-carioca (-0,59%).
No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas altas em sete dos 13 produtos. Entre eles, estão o café em pó (51,58%), o tomate (14,12%), o óleo de soja (13,89%), a farinha de trigo (7,60%), a carne bovina de primeira (7,36%), o pão francês (5,23%) e a banana (0,08%).
Apesar disso, houve diminuição nos preços da batata (-52,45%), do arroz-agulhinha (-35,68%), do feijão-carioca (-9,70%), do açúcar cristal (-6,00%), da manteiga (-4,98%) e do leite integral (-3,73%).
No acumulado do ano, ou seja, entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, sete produtos registraram alta. A lista inclui café em pó (39,89%), tomate (23,95%), farinha de trigo (8,60%), óleo de soja (6,36%), pão francês (3,59%), banana (2,64%) e carne bovina de primeira (1,44%).
Apresentaram queda de preço: arroz-agulhinha (-36,77%), batata (-27,84%), feijão-carioca (-9,21%), açúcar cristal (-8,96%), manteiga (-4,40%) e leite integral (-1,50%).
Alimentos básicos consomem 55% do salário mínimo
Com isso, um trabalhador que recebe um salário mínimo de R$ 1.518, atuando em jornada de 8 horas diárias no regime 6×1, precisa de 112 horas e 59 minutos de trabalho — ou seja, 14 dias — apenas para adquirir a cesta básica na Capital sul-mato-grossense.
Em outubro de 2025, o tempo de trabalho necessário havia sido de 112 horas e 39 minutos. Já em novembro de 2024, quando o salário mínimo era de R$ 1.412,00, o tempo de trabalho necessário era de 120 horas e 21 minutos.
Em comparação, a média nacional de tempo necessário para comprar os itens essenciais ficou em 98 horas e 31 minutos. O índice é menor do que o registrado em outubro, quando ficou em 100 horas e 19 minutos. Já em novembro de 2025, considerando as 17 capitais com série histórica completa, a jornada média foi de 108 horas e 4 minutos, conforme dados do Dieese.
Considerando o salário mínimo líquido, o mesmo trabalhador comprometeu, em novembro, 55,52% da renda para adquirir a cesta. O valor considera o desconto de 7,5% da Previdência Social. Em outubro de 2025, esse percentual correspondeu a 55,36% da renda líquida e, em novembro de 2024, a 59,14%.
FONTE: MIDIAMAX




