Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) confirmou seis novos casos da gripe K em Campo Grande. Com a atualização desta terça-feira (23), a cidade registra sete casos confirmados da variante do vírus influenza A (H3N2).

Em nota, a pasta informou que todos os pacientes estão sendo devidamente acompanhados pelas equipes de saúde. Anteriormente, apenas o caso da idosa de 73 anos havia sido confirmado; a pacientefoi curada e recebeu alta. A notificação foi registrada em novembro.

Ao todo, Mato Grosso do Sul registrou 9 novos casos de gripe K, elevando o número total para 12. A gripe K se trata da nova variante subclado K, uma mutação do vírus influenza H3N2. Segundo o infectologista Julio Croda, a circulação de novas variantes é considerada algo ‘natural’.

Cotidiano

Casos confirmados de gripe K sobem para seis em Campo Grande

Ao todo, o Estado soma 12 casos confirmados da variante do vírus influenza A
Karina Campos
influenzaEm casos de influenza ou qualquer tipo de SRAG, a máscara deve ser mantida como proteção para si e para os outros. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax)

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) confirmou seis novos casos da gripe K em Campo Grande. Com a atualização desta terça-feira (23), a cidade registra sete casos confirmados da variante do vírus influenza A (H3N2).

Em nota, a pasta informou que todos os pacientes estão sendo devidamente acompanhados pelas equipes de saúde. Anteriormente, apenas o caso da idosa de 73 anos havia sido confirmado; a paciente já foi curada e recebeu alta. A notificação foi registrada em novembro.

Ao todo, Mato Grosso do Sul registrou 9 novos casos de gripe K, elevando o número total para 12. A gripe K se trata da nova variante subclado K, uma mutação do vírus influenza H3N2Segundo o infectologista Julio Croda, a circulação de novas variantes é considerada algo ‘natural’.

 

Os casos são de residentes dos municípios de Campo Grande, Costa Rica, Nioaque, Ponta Porã e Três Lagoas. Os pacientes têm idades entre 3 meses e 87 anos — incluindo 3 meses, 5 meses, 1 ano, 3 anos, 5 anos, 6 anos, 11 anos, 20 anos, 73 anos, 77 anos, 82 anos e 87 anos.

“Todos os nove novos casos confirmados do subclado K da Influenza A (H3N2) encontram-se em investigação epidemiológica. Para subsidiar a análise, foram solicitadas informações complementares aos respectivos municípios de residência dos pacientes”, diz a SES (Secretaria Estadual de Saúde), em nota.

O que é a gripe K?

A nova variante subclado K, conhecida como ‘gripe K’ ou ‘super gripe’, é uma mutação já conhecida, do ponto de vista da evolução do vírus influenza H3N2. A circulação de novas variantes, inclusive, é considerada algo ‘natural’, conforme explica o infectologista Julio Croda.

Segundo o especialista, a variante é uma alteração antigênica da proteína, que circula com maior intensidade, pois a imunidade coletiva é menor.

De acordo com o infectologista, o subclado K do H3N2 não teve nenhuma circulação anteriormente e, por isso, a vacina não assegura uma proteção elevada, o que contribui para a circulação significativa do vírus.

No entanto, Julio explica que pessoas vacinadas com a versão mais recente do imunizante ainda contam com um nível de proteção contra o vírus influenza H3N2, especialmente para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos.

“Eventualmente, a gente tem circulações de cepas que são diferentes ao longo dos últimos 100, 200 anos. Isso é natural e geralmente a gente chama isso de mismatch, quando você tem uma variante na qual não existe uma circulação prévia por conta dessa mutação e que a vacina do ano tem uma eficácia menor”, explica.

Gravidade

Especialistas apontam que não foi observada mudança na duração da doença. Em geral, os sintomas duram de três a sete dias, como ocorre em outras gripes. Até o momento, não há indicação de que esse vírus provoque quadros mais prolongados.

No entanto, existem pessoas que têm quadros leves e outras que evoluem com sintomas mais importantes, independentemente do subtipo do vírus.

Febre alta e prolongada, falta de ar, cansaço intenso, prostração ou piora clínica são sinais de alerta. Em crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades, a recomendação é buscar avaliação médica logo no início dos sintomas.

Vírus pode ter vindo do hemisfério norte

Conforme o infectologista, o hemisfério norte, no momento, é o mais afetado pelo vírus, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. No entanto, não é possível afirmar como a variante chegou a Mato Grosso do Sul, considerando que as três pessoas infectadas no Estado não tiveram registro de viagem internacional recentemente.

Julio descarta, portanto, a hipótese de que o vírus tenha chegado ao Estado pela fronteira com a Bolívia. “Nesse caso específico do subclado K, não é através da Bolívia, porque esse subclado está circulando bastante na Europa e nos Estados Unidos. Alguém que veio de viagem desses lugares muito provavelmente veio com essa subvariante. A gente não tem uma hipótese clara, porque não tem o isolamento em um viajante. Então, a gente não pode criar nenhum tipo de hipótese”, esclarece.

Como se proteger

A Cievs/CG (Coordenadoria de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Campo Grande) divulgou uma série de recomendações e medidas de prevenção e controle da doença.

A cartilha orienta a população a evitar aglomerações; manter ambientes de convívio limpos e ventilados; adotar hábitos de etiqueta respiratória, como cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar; usar máscara, quando apresentar sintomas gripais; manter o uso de álcool em gel e a lavagem frequente das mãos com água e sabão.

No caso de pessoas infectadas, porém assintomáticas, é necessário evitar contato com outras pessoas, especialmente indivíduos pertencentes aos grupos de risco, além de evitar frequentar locais públicos.

Conforme orientação da Coordenadoria, pacientes com sintomas leves, como febre, tosse, espirros, dor de garganta e dor no corpo, devem procurar as Unidades de Atenção Primária; já pacientes com sintomas moderados a graves, como falta de ar, devem ir direto para as unidades de urgência e emergência.

Também é reforçada a importância de manter a vacinação em dia, por se tratar da medida mais eficaz para prevenir a infecção e os efeitos graves causados pelos vírus da influenza, como a hospitalização e o óbito.

O material também traz protocolos a serem seguidos em hospitais e unidades de saúde, confira:

  • Fortalecer o monitoramento dos casos de SRAG (síndrome respiratória aguda grave) hospitalizados;
  • Identificar precocemente a ocorrência de casos de SRAG, proporcionando tratamento e manejo oportuno;
  • Realizar isolamento e monitoramento de casos confirmados para vírus respiratórios;
  • Manter o uso de álcool em gel e a lavagem frequente das mãos com água e sabão;
  • Manutenção dos protocolos gerais de prevenção de vírus respiratório conforme notas técnicas;
  • Limitar visitas a hospitais;
  • Manter ambientes limpos e ventilados;
  • Realizar manutenção dos protocolos gerais de prevenção de vírus respiratório conforme notas técnicas;
  • Estimular e intensificar a vacinação.

FONTE: MIDIAMAX