Com a restrição do uso do celular e o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) no radar de parte dos estudantes, mais de 280 mil alunos da Ree-MS e 104 mil da Reme de Campo Grande começam o ano letivo de 2026 nesta segunda-feira (9).

Na Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, em Campo Grande, Beatriz Lacueva de Souza, de 16 anos, comenta que o primeiro dia de aula costuma gerar ansiedade e altas expectativas para o ano letivo. Neste ano, ela irá realizar o Enem como treineira, já que está no segundo ano do Ensino Médio.

“Minha expectativa é alcançar boas notas, aprender bastante e estudar. Este ano vou fazer o Enem pela primeira vez e fico bastante nervosa”, disse.

Rafael Pedro, de 17 anos, ingressa no terceiro ano do Ensino Médio e afirma estar animado para o novo ciclo, que marca a reta final da vida escolar.

“Já pensei em faculdade, mas estou mais tranquilo. Achei que seria mais difícil. Ainda tem o ano letivo todo para pensar nisso, mas já sei o que quero fazer, que é psicologia. Aqui a escola prepara bastante a gente, com períodos de provas, atividades, e a maioria dos professores passa conteúdos do Enem para ajudar”, destaca o aluno.

Restrição do celular

As regras não mudaram: o uso do celular na escola continua proibido nas escolas. Para a surpresa de muitos, a adaptação foi rápida para a maioria dos estudantes. Muitos deles, inclusive, reconheceram, em poucas semanas, o quanto a nova rotina sem o aparelho poderia ser benéfica. Aos poucos, o tempo antes dedicado às telas passou a ser ocupado por momentos de troca e convivência com professores e colegas de sala. Ainda assim, a regra segue gerando controvérsias entre os alunos.

“A gente sente falta do celular porque os professores usavam muito também para o ensino. Tem o Google Classroom, tem várias ferramentas; não era só para postar atividades, a gente usava em sala. Eu acho que essa regra não valeu muito, porque tinha mais gente usando para pesquisar e fazer atividades do que para brincar”, afirmou Rafael.

Cotidiano

Sem celular e com Enem no radar, aulas voltam cheias de expectativas em MS

Ao todo, mais de 180 mil alunos da Ree-MS (Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul) e 104 mil estudantes da Reme (Rede Municipal de Ensino) de Campo Grande iniciam o ano letivo de 2026.
Karina Campos, Murilo Medeiros
Volta as aulas na Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, em Campo Grande (Madu Livramento, Jornal Midiamax)

Com a restrição do uso do celular e o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) no radar de parte dos estudantes, mais de 280 mil alunos da Ree-MS e 104 mil da Reme de Campo Grande começam o ano letivo de 2026 nesta segunda-feira (9).

Na Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, em Campo Grande, Beatriz Lacueva de Souza, de 16 anos, comenta que o primeiro dia de aula costuma gerar ansiedade e altas expectativas para o ano letivo. Neste ano, ela irá realizar o Enem como treineira, já que está no segundo ano do Ensino Médio.

“Minha expectativa é alcançar boas notas, aprender bastante e estudar. Este ano vou fazer o Enem pela primeira vez e fico bastante nervosa”, disse.

 

Beatriz irá fazer o Enem pela primeira vez este ano (Madu Livramento, Jornal Midiamax)

Rafael Pedro, de 17 anos, ingressa no terceiro ano do Ensino Médio e afirma estar animado para o novo ciclo, que marca a reta final da vida escolar.

“Já pensei em faculdade, mas estou mais tranquilo. Achei que seria mais difícil. Ainda tem o ano letivo todo para pensar nisso, mas já sei o que quero fazer, que é psicologia. Aqui a escola prepara bastante a gente, com períodos de provas, atividades, e a maioria dos professores passa conteúdos do Enem para ajudar”, destaca o aluno.

Restrição do celular

As regras não mudaram: o uso do celular na escola continua proibido nas escolas. Para a surpresa de muitos, a adaptação foi rápida para a maioria dos estudantes. Muitos deles, inclusive, reconheceram, em poucas semanas, o quanto a nova rotina sem o aparelho poderia ser benéfica. Aos poucos, o tempo antes dedicado às telas passou a ser ocupado por momentos de troca e convivência com professores e colegas de sala. Ainda assim, a regra segue gerando controvérsias entre os alunos.

“A gente sente falta do celular porque os professores usavam muito também para o ensino. Tem o Google Classroom, tem várias ferramentas; não era só para postar atividades, a gente usava em sala. Eu acho que essa regra não valeu muito, porque tinha mais gente usando para pesquisar e fazer atividades do que para brincar”, afirmou Rafael.

Rafael Pedro ingressa o 3° ano do Ensino Médio (Madu Livramento, Jornal Midiamax)

Daniel Molina, comerciante de 48 anos, retornou a Mato Grosso do Sul após 25 anos morando no Equador. Ele se mudou para Campo Grande para trabalhar no projeto da Rota Bioceânica.

“Eu sou de Três Lagoas, mas me casei com um equatoriano e morei 25 anos no Equador. Agora estou voltando ao meu Estado. Campo Grande é uma cidade maravilhosa e esperamos que meu filho estude e consiga entrar em uma faculdade. Essa escola foi muito bem recomendada e lutamos bastante para conseguir uma vaga”, relatou.

O filho, Fabio Josué, de 17 anos, está no terceiro ano do Ensino Médio. Ele conta estar animado para começar em uma nova escola e afirma que pretende focar nos vestibulares, com interesse em cursos como engenharia civil ou medicina.

“Não vou negar que o começo exigiu adaptação com a língua e com as pessoas. Culturalmente é diferente, mas os brasileiros são muito amigáveis, o que me surpreendeu bastante. Gosto muito do Brasil. Estou animado para conhecer mais gente e fazer amigos. Existe uma pressão por estar em uma nova escola, mas o sentimento é positivo”, disse.

Calendário

A distribuição dos quatro bimestres será da seguinte forma:

  • 1º bimestre: 3 de fevereiro a 30 de abril (58 dias);
  • 2º bimestre: 4 de maio a 16 de julho (53 dias);
  • 3º bimestre: 3 de agosto a 1º de outubro (43 dias);
  • 4º bimestre: 2 de outubro a 9 de dezembro (46 dias).

FONTE: MIDIAMAX