Uma jovem de 23 anos procurou a polícia, neste domingo (15), após ser atropelada pelo ex-companheiro, de 26 anos, no Jardim Carioca, em Campo Grande. Conforme o registro da ocorrência, o homem já chegou alterado ao local, proferindo xingamentos, e, no momento em que saiu, arrancou o carro e feriu a vítima.

A mulher conta que conviveu maritalmente com o suspeito por oito meses e que ambos possuem, em comum, um filho de quatro anos de idade. O casal estaria separado há aproximadamente quatro anos.

Na manhã do domingo (15), às 8h, ele combinou de ir até a casa da vítima para buscar a criança e passar o dia com ele. No entanto, não compareceu no horário combinado, e a jovem saiu com o filho até a casa da sua tia, localizada em um bairro próximo, para lá permanecer durante o dia.

Na ocasião, o autor mandou mensagens à jovem, perguntando onde estava a criança, pois estava na frente da casa dela e não havia ninguém no local. Então, a vítima mandou o endereço de onde estava. Assim que chegou, o suspeito estaria alterado, xingando a jovem e dizendo que ela deveria ter esperado na casa, e não saído.

Foi aí que ambos iniciaram uma discussão, momento em que a jovem não autorizou o ex de levar o filho, em razão do seu estado de alteração. O homem então arrancou o carro e atingiu a vítima, que ela alegou ter sido arremessada ao solo e sofrido lesões no corpo e no rosto, inclusive fratura dentária. O suspeito fugiu em seguida.

A vítima teria sido auxiliada por um vizinho a se levantar. Ele a levou para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santa Mônica, para os primeiros atendimentos médicos.

A vítima alegou que o suspeito possui fácil acesso à arma de fogo e antecedente por tráfico de drogas, além de frequentar “bocas de fumo” no Jardim Carioca. Ela solicitou medida protetiva de urgência. O caso foi registrado como injúria e tentativa de feminicídio.

📍 Onde buscar ajuda em MS

Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.

Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.

☎️ Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.

As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.

Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.

📍 Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aquiElas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

⚠️ Quando a Polícia Civil atua com deszelo, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.

 

FONTE: MIDIAMAX