Empresários que investiram em terrenos concedidos pela Prefeitura de Campo Grande há 10 anos já vão poder ter a escritura do imóvel conforme a nova Lei do Prodes (Programa de Incentivos para Desenvolvimento Econômico e Social).

O Executivo Municipal vai fazer um levantamento de gestores que já invistam há 10 anos nos polos empresariais da Capital e são ‘nota 10’ — que cumprem os requisitos exigidos. A principal exigência é a geração de empregos.

Pelo Novo Prodes, os terrenos serão concedidos após 10 anos nos polos empresariais e 20 nas demais áreas do município — entretanto, como também é retroativo, vai beneficiar os empresários mais antigos. Nesta terça-feira (24), a prefeita Adriane Lopes (PP) assinou a sanção da lei, que foi aprovada na semana passada na Câmara Municipal.

“Um trabalho feito a várias mãos com muita responsabilidade, compromisso com quem já investiu na nossa cidade há muito tempo e que espera, que gera emprego, renda e desenvolvimento econômico”, afirma Adriane.

Valorização das regiões

Segundo o presidente do polo empresarial oeste, Glauber Alberto Brustolin, 60 empresas contribuem para o desenvolvimento da região.

“Normalmente, as áreas de polo industrial são nos extremos da cidade. É importante as áreas para o desenvolvimento, mas não são áreas exatamente tão valorizadas. Quando nós fomos nos instalar lá, nós não tínhamos água encanada, nós não tínhamos esgoto, nós não tínhamos asfalto e internet não temos até hoje”, diz.

O debate sobre aperfeiçoamento na Lei do Prodes acontece há bastante tempo na Câmara Municipal, com a participação de entidades como a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), Fiems, Fecomércio, empresários e secretários municipais.

Já segundo a presidente do polo empresarial norte, Claudia Queiroz de Almeida, 46 empresas compõem a região.

“Antigamente, antes da assinatura dessa lei, a gente não tinha segurança jurídica para trabalhar. Nós investíamos, às vezes, até 4 milhões num prédio onde nós construímos, geramos emprego naquele lugar e não podíamos usar isso nem como uma garantia para um empréstimo no banco”, explica.

 

FONTE: MIDIAMAX