A Polícia Civil de Dourados afirmou em coletiva, na manhã desta quarta-feira (18), que o comportamento de Vinicius Ricardo Pereira da Silva, de 16 anos, apontado como “missionário do PCC”, poderia causar uma ‘nova guerra’ entre facções. Isso porque o rapaz viajou 201 quilômetros, saindo de Campo Grande, para Dourados, para cometer algumas execuções. A Polícia aponta que Vinicius teria viajado a mando do PCC para executar alguns desafetos da facção.
Durante a coletiva, o delegado-chefe da SIG/NRI (Seção de Investigações Gerais/Núcleo Regional de Inteligência), Lucas Veppo, afirmou que o ‘missionário do PCC’ já estava sendo investigado, por suspeita de envolvimento na tentativa de homicídio de um adolescente de 17 anos, na Vila São Braz. Contudo, uma semana depois, na última segunda-feira (16), Vinicius se envolveu em uma outra execução, dessa vez de Marcos Freire, de 50 anos, conhecido como “Maricota”, em frente ao Presídio de Regime Semiaberto em Dourados.
De acordo com as informações, o ‘missionário’ estaria escondido em uma casa na cidade e tinha armamento suficiente para cometer as execuções. Além disso, há indícios de que ele recebia auxílio logístico e operacional para praticar os crimes.
Em uma troca de informações entre as forças de segurança de Campo Grande e Dourados, foi identificado que Vinicius já estava sendo investigado pela DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa). O rapaz, apesar de novo, já era considerado perigoso. “Então identificamos que ele era um indivíduo bastante perigoso, integrante de uma facção criminosa, e teria sido mandado aqui para Dorados a fim de realizar esses crimes e iniciar uma nova guerra entre facções aqui na cidade” contou.
Motivação no caso ‘Maricota’
De acordo com o delegado, há indícios de que a execução de Maricota pode ter envolvimento de rivalidade entre facções. “Maricota já tinha uma rixa com a facção do PCC. Ele era integrante do grupo que se denomina oposição, então já estava sendo jurado de morte há algum tempo e foi determinada a sua morte por integrantes do PCC de Campo Grande com o envio desse adolescente até aqui para efetivar o crime” explica.
Sobre a execução de Maricota, o delegado afirmou que foi uma atitude “ousada” para praticar o crime. “Ousada, digamos assim, porque não se preocupou em ocultar o rosto, em cobrir o rosto. Não se preocupou em esconder as suas características”, conta.
A polícia ainda está fazendo buscas do piloto que conduziu o veículo no dia da execução de Maricota. Há informações, segundo a polícia, de que a pessoa não esteja mais em Dourados. Questionado sobre o envolvimento de outras pessoas, o delegado afirmou que há possibilidade de o Missionário ter recebido apenas apoio logístico, operacional, além do fornecimento de armas e veículos para cometer os crimes.
Pessoas envolvidas no acolhimento de Vinício, em Dourados, também serão “investigadas e futuramente responsabilizadas por esse apoio ao crime” afirmou Lucas Veppo.
De acordo com informações, o rapaz, que era considerado de alta periculosidade, já havia sido preso por tráfico de drogas, em Água Clara, a 192 quilômetros de Campo Grande. Além de se envolver em uma tentativa de homicídio e homicídio em Dourado, no período de uma semana.
FONTE: MIDIAMAX




