O grupo especialista em furtos de apartamentos de luxo, preso em maio do ano passado, foi condenado pela 5ª Vara Criminal de Campo Grande. A condenação foi publicada no Diário da Justiça desta quinta-feira (7).

Em maio do ano passado, cinco integrantes, incluindo um menor de idade, foram alvos da Operação ‘Save House’, e capturados na BR-262, em Ribas do Rio Pardo, horas após furtarem um apartamento em Campo Grande.

O grupo agia com discrição e sofisticação para invadir os apartamentos e viajava a cada 10 dias para cometer os crimes. Em Goiás, eles causaram prejuízo de R$ 600 mil.

Nesta quinta (7), quatro integrantes do grupo especializado foram condenados por furto qualificado com rompimento de obstáculo mediante concurso de duas ou mais pessoas e associação criminosa. A pena a ser cumprida é de três anos, nove meses e 18 dias de reclusão em regime semiaberto. Eles também foram condenados ao pagamento de 24 dias-multa.

Por falta de provas, o grupo foi absolvido do crime de corrupção de menores.

 

Prisão na BR-262

No dia 9 de maio, a Polícia Rodoviária Federal abordou, na BR-262, em Ribas do Rio Pardo, dois carros — um Peugeot/208 e um Ford Fiesta. No Peugeot, estavam três homens e no Fiesta o condutor e uma passageira — sendo um deles menor de idade. Com eles, foram encontradas joias e semijoias, além de luvas cirúrgicas. Foi constatado que eles haviam realizado o furto de um apartamento horas antes na Capital.

As investigações da Polícia Civil de Goiás apontaram que o grupo — com participação de adolescentes — utiliza-se de engenharia social para levantar dados dos moradores dos condomínios. Eles conseguiam entrar nos edifícios se passando por moradores ou visitantes.

Três apartamentos invadidos em um final de semana em Goiás

Em fevereiro de 2025, o grupo foi até Goiás e, durante um final de semana, invadiu três apartamentos de luxo localizados nos setores Pedro Ludovico e Jardim Goiás, em Goiânia, subtraindo diversos objetos de valor, entre joias, relógios e outros itens, causando um prejuízo estimado em torno de R$ 600 mil. Logo após o crime, retornaram para o estado de origem.

 

FONTE: MIDIAMAX