A despedida do pequeno Riquelme Asaphe Gonçalves do Nascimento, de 5 anos, é marcada por choro e tristeza na manhã desta quinta-feira (14), em Campo Grande. O menino morreu ao ser atropelado por um caminhão e morreu no fim da tarde de terça (12), no Jardim Centro-Oeste.

Horas após a morte de Riquelme, a família abriu uma vaquinha para ajudar a custear o velório e o sepultamento. Ele foi velado na tarde de quarta-feira (13) e será sepultado no fim da manhã desta quinta (14).

Em conversa com o Jornal Midiamax, familiares ressaltaram que o atropelamento foi uma fatalidade. “Muitos estão falando sobre o fato de que ele estava brincando na rua, mas qual criança não brinca na rua? É normal! O que aconteceu foi uma fatalidade, o motorista não tem culpa”, comentou uma familiar.

Outro parente negou que a população tenha linchado o caminhoneiro após o acidente. Consternada durante o velório, a família de Riquelme ainda tenta assimilar o ocorrido. “Era pequenininho, uma criança muito boa. Vai deixar saudades”, lamentou uma familiar.

Segundo o boletim de ocorrência, Riquelme morreu atropelado após tentar ‘pegar rabeira’ no caminhão e cair ao chão. O caminhoneiro de 59 anos disse que só soube do acidente quando uma vizinha saiu gritando: “Matou uma criança”. Ele foi levado para a Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada).

Acidente

Morador há mais de três décadas na região, o condutor do veículo disse que é caminhoneiro há 25 anos e seu caminhão fica próximo de casa. No fim da tarde de terça (12), ele foi encostar o veículo, quando Riquelme tentou ‘pegar rabeira’ e caiu.

Na ocasião, o caminhoneiro reafirmou que estava em baixa velocidade, mas não viu as crianças, pois elas estariam escondidas atrás de uma moita para pegar a traseira do veículo. Ele só soube do acidente quando uma vizinha saiu gritando: “Matou uma criança”.

Em seguida, o caminhoneiro desceu e se deparou com o menino caído ao chão. Ele pontuou que diversas crianças da vizinhança passam o dia brincando na rua sem supervisão.

Além disso, o caminhoneiro acrescentou que já “brigou” com os menores para que não ‘pegassem a rabeira’ e, quando percebia a atitude das crianças, parava o caminhão imediatamente. No entanto, não percebeu a aproximação dos menores na terça-feira (12), momento em que ocorreu o atropelamento de Riquelme.

Pai nega que filho tentava ‘pegar rabeira’

O pai de Riquelme também prestou depoimento na delegacia na noite de terça (12). Ele relatou que seus filhos costumam brincar em frente de casa. Pouco antes do atropelamento, as crianças haviam lanchado e pediram para brincar, pois outros menores estavam chamando Riquelme e o irmão. Assim, ele permitiu e foi tomar banho.

Entretanto, antes mesmo de entrar no banho, o pai foi avisado pelo filho menor sobre o atropelamento. Ao sair de casa, ele se deparou com o filho no chão e o caminhão parado.

À polícia, o pai do menino afirmou já ter advertido os filhos dos vizinhos porque costumavam ‘pegar’ na traseira de caminhões que passam pela rua. Contudo, ele disse que nunca viu seus filhos fazendo isso com os veículos que passam pela via.

Naquele fim de tarde, o pai deixou Riquelme e seu irmão, de 4 anos, saírem para brincar, porque havia outras crianças no local. Acrescentou que seria apenas o tempo de tomar um banho e chamar os filhos para casa novamente.

 

FONTE: MIDIAMAX