O empresário de 27 anos, preso durante a Operação Cyber Trap deflagrada pela PF (Polícia Federal), alega impossibilidade de pagar fiança de R$ 15 mil. Ele foi preso na quinta-feira (21), no condomínio de luxo Sky Residence, em Campo Grande, com arma e veículos — entre eles um Mustang.
A prisão aconteceu durante a Operação Cyber Trap, que busca desarticular um grupo criminoso por fraudes bancárias e lavagem de dinheiro. O grupo, alvo de 10 mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva, tinha um site especializado na venda de cartões bancários falsificados.
Na ocasião, os policiais encontraram uma pistola Taurus de calibre .380 sem a documentação regular, acompanhada com um carregador e 17 munições. Ele afirmou ter pago R$ 12 mil.
Durante o cumprimento dos mandados no imóvel, um Mustang, uma caminhonete Amarok e um Virtus foram apreendidos. Lá, os policiais federais apreenderam vários celulares e computadores e alto desempenho e última geração.
Foi arbitrada fiança de R$ 15 mil, pois a PF apontou que o empresário possui veículos de alto padrão em nome de terceiros. “Tudo isto indica a capacidade financeira e a existência de recursos compatíveis com o valor arbitrado”, destacou a PF.
Após a prisão, a defesa do empresário pediu pela liberdade provisória dele e alegou impossibilidade de pagamento da fiança. No pedido, afirmou que o empresário está impossibilidade de arcar com qualquer valor. Isso porque ele teve as contas bancárias bloqueadas integralmente e bens apreendidos.
A defesa alega que a prisão preventiva é desnecessária, pois afirma que não há elementos concretos de que risco à ordem pública, instrução criminal ou à aplicação da lei penal. Também, pontua que o crime imputado ao cliente não foi cometido com violência ou grave ameaça e que o mesmo não apresentou resistência, fuga ou tentativa de obstrução da investigação.
“O requerente possui endereço certo e condições de responder ao processo; as diligências investigativas principais já foram realizadas, inclusive com apreensão de bens e bloqueio patrimonial” acrescentou a defesa.
Por fim, a defesa do empresário pontuou que o rapaz possui ocupação lícita, vínculos familiares sólidos e é responsável direto pela subsistência e cuidados de seu filho de 4 anos.
“a) a concessão da LIBERDADE PROVISÓRIA ao requerente, com fundamento nos arts. 310, III, e 321 do CPP; b) o afastamento/dispensa da fiança, nos termos do art. 350 do CPP, diante da comprovada impossibilidade financeira decorrente do bloqueio de contas e apreensão patrimonial; c) subsidiariamente, a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do CPP;”, pediu a defesa.
Operação Cyber Trap
Nas primeiras horas da manhã de quinta-feira (21), os policiais federais foram até um condomínio de luxo para cumprir mandados. Lá, um morador foi preso e quatro veículos foram apreendidos — entre eles um Mustang. Outras duas caminhonetes e um carro modelo Virtus também foram alvo de busca e apreensão.
As investigações começaram em 2023, após a Caixa Econômica Federal informar a existência de um site especializado na venda de cartões bancários fraudados. Assim, os policiais federais identificaram o principal suspeito, vinculado ao município de Campo Grande.
Logo, ele e outros integrantes da organização foram identificados pela PF, que descobriu um esquema sofisticado de ocultação patrimonial. O grupo teria movimentado mais de R$ 120 milhões por meio de criptomoedas e empresas de fachada.
Nesta quinta-feira (21), foram apreendidos aparelhos celulares, computadores, veículos, joias, dinheiro em espécie, criptoativos, imóveis e outros bens relacionados aos fatos investigados. Além de Campo Grande, são cumpridos mandados em Campo Limpo Paulista, no estado de São Paulo.
A operação, que integra as ações do Projeto Tentáculos, mobiliza cerca de 44 policiais federais para cumprimento de um mandado de prisão, 10 mandados de busca e apreensão e medidas de bloqueio patrimonial.
O Projeto Tentáculos é uma iniciativa da Polícia Federal em parceria com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e instituições financeiras para o combate qualificado às fraudes bancárias eletrônicas.
FONTE: MIDIAMAX




