Reinaldo Silva de Farias teve o pedido de revogação das medidas cautelares negado pelo Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul. Ele é acusado de sequestrar a filha do chefão do PCC (Primeiro Comando da Capital), Gerson Palermo, em Campo Grande.
O sequestro aconteceu em outubro de 2025, quando a jovem de 25 anos foi torturada na Moreninha IV. O chefão do PCC teria ordenado o sequestro da própria filha após o sumiço de 100 mil dólares.
No último dia 28 de maio, aconteceu a segunda audiência de instrução e julgamento do caso. Reinaldo foi preso na época do sequestro, mas teve a prisão revogada e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.
A defesa do acusado entrou com pedido de revogação das medidas cautelares, especialmente de monitoração eletrônica, mas o pedido foi indeferido. “Destarte, não havendo alteração fática a ensejar a revogação das medidas cautelares, especialmente de monitoração eletrônica, indefiro o pedido”, diz a decisão judicial.
Palermo — condenado a mais de 100 anos de prisão — estava foragido desde abril de 2020, quando o sequestro aconteceu. No dia 26 de maio deste ano, ele foi preso pela PF (Polícia Federal) na Bolívia.
A jovem foi resgatada por policiais civis do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) no dia 25 de outubro de 2025, após ser sequestrada e levada para um cativeiro, no bairro Moreinhoas, onde foi torturada.
Reinaldo foi preso na época do crime, mas teve a prisão revogada e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.
As investigações revelaram que a motivação do crime teria sido uma entrega de US$ 100 mil feita por Palermo ao ex-sogro. Ele teria ordenado ao idoso que escondesse o dinheiro em um cano de PVC. Assim, o ex-sogro, pedreiro à época, teria cavado o piso para guardar o cano, e os dólares teriam permanecido no local por aproximadamente dez anos.
O sumiço do dinheiro veio à tona em maio do ano passado, quando Gerson entrou em contato com o ex-sogro exigindo os dólares de volta. O idoso teria retornado ao imóvel, onde atualmente mora a neta — filha de Palermo —, mas, ao remover o cano, não encontrou o dinheiro.
Ao informar o ex-genro sobre o desaparecimento dos U$ 100 mil, Palermo teria planejado o sequestro da filha para extorquir o valor do idoso, da jovem e do marido dela.
Prisão de Palermo
Investigações sobre o sequestro teriam contribuído para a prisão de Palermo. Ele estava foragido desde 2020 e foi preso na terça-feira (26), na Bolívia.
O chefão do PCC estava morando em uma propriedade nas proximidades de Cotoca — cidade na Bolívia, localizada a cerca de 19 km de Santa Cruz de la Sierra —, onde se passava por um empresário de grande sucesso do ramo do agronegócio.
Palermo foi extraditado para o Brasil na quarta-feira (27) e chegou a Campo Grande no fim da tarde. Nesta quinta-feira (28), ele passou por audiência de custódia e foi levado para o Presídio Federal.
Apontado como líder da facção criminosa, Palermo foi condenado a 126 anos de prisão. Além dessas acusações, ele também é réu no sequestro da filha.
FONTE: MIDIAMAX




