O Tribunal Superior Eleitoral cumpriu, na segunda-feira (6), a audiência pública com entidades interessadas em divulgar os resultados das Eleições Gerais de 2026. O encontro, que podia ser realizado até esta sexta-feira (10), antecipou a definição do modelo de distribuição e dos padrões tecnológicos e de segurança exigidos para a transmissão dos dados oficiais.
A reunião foi on-line e contou com 140 participantes de mais de 20 instituições, entre veículos de comunicação e empresas de tecnologia. O objetivo foi alinhar os protocolos para que as plataformas privadas consumam os dados da totalização de votos sem comprometer a estabilidade digital no dia do pleito.
Principais definições
Durante o evento, o TSE reforçou duas diretrizes centrais para os parceiros:
*Vedação de alteração — é proibido às empresas mudar qualquer conteúdo distribuído pela Justiça Eleitoral.
*Gratuidade dos dados — as empresas não podem majorar o preço de serviços comerciais sob o pretexto de fornecer os dados da apuração, que são públicos e gratuitos.
O tribunal também detalhou o modelo de distribuição dos resultados, que seguirá com envio em tempo real via webservice, assinatura digital em cada boletim de urna e canais de contingência para garantir a continuidade em caso de instabilidade.
Próximos passos
Para testar a adaptação dos sistemas, o TSE vai promover uma bateria de simulados que reproduzirão o fluxo de apuração de 0% a 100% dos resultados.
Ainda segundo o TSE, a agenda oficial dos testes será divulgada em breve.
Com a audiência concluída, a Justiça Eleitoral entra na contagem regressiva para a eleição. A inserção dos parâmetros oficiais no Data Center do TSE está marcada para 3 de outubro, um sábado.
No domingo, 4 de outubro, ocorre o 1º turno. A abertura das urnas acontece pela manhã, e a totalização dos votos tem início às 17h.
FONTE: MIDIAMAX




