O preço da cesta básica em Campo Grande diminuiu em praticamente R$ 37 e passou a custar R$ 809,08 em julho, com queda de 4,37% em relação ao mês anterior, de R$ 846,06. No entanto, o valor segue como o 6º maior entre as capitais brasileiras, atrás de Porto Alegre, Rio de Janeiro, Florianópolis, Cuiabá e São Paulo.

Em comparação a julho de 2025, a cesta básica teve alta de 4,3% em Campo Grande. O índice é semelhante ao acumulado de 2026, com elevação de 4,28% no preço, conforme dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Além disso, o preço da cesta básica segue comprometendo mais da metade de um salário mínimo — atualmente de R$ 1.621,00 — na capital de MS. São necessárias cerca de 109 horas e 49 minutos trabalhadas para comprar o conjunto de alimentos. Segundo o Dieese, o salário mínimo real necessário para a manutenção de uma família em Campo Grande em julho deveria ter sido de R$ 7.687,01.

Em âmbito nacional, 26 das 27 capitais do país tiveram queda no custo da cesta em julho de 2026. As mais expressivas foram as de Natal e Maceió, com diminuição de 7,95% e 7,87%, respectivamente. O conjunto de alimentos passou a custar R$ 631,51 e R$ 618,60 nessas capitais.

Batata, tomate e feijão lideram quedas

Os produtos com maior diminuição dos preços médios em Campo Grande, entre junho e julho deste ano, foram a batata (-26,13%), o tomate (-18,60%), o feijão carioca (-7,91%) e o açúcar cristal (-7,54%). Além desses, outros seis dos 13 alimentos que compõem a cesta tiveram queda nos preços.

Apenas o arroz agulhinha (1,25%), a carne bovina de primeira (0,67%) e o pão francês (0,44%) viram seus valores aumentarem nos últimos meses.

Por outro lado, a batata (50,12%), o feijão carioca (38,68%) e a carne bovina de primeira (7,42%) são os com maiores aumentos acumulados nos últimos 12 meses. Na contramão estão o açúcar cristal (-27,88%), o café em pó (-17,28%) e o arroz agulhinha (-13,65%), com as maiores quedas.

O tomate lidera os aumentos entre dezembro de 2025 e julho de 2026, com alta de 60,27%, seguido pela batata (47,55%) e feijão carioca (39,09%). Já o açúcar cristal (-20,79%) e o café em pó (-16,51%) voltam a aparecer entre as principais diminuições, desta vez no acumulado do ano, com destaque também para a banana (-13,61%).

 

FONTE: MIDIAMAX