O Ministério da Saúde vai criar um grupo de trabalho para discutir a oferta de novos serviços no Programa Farmácia Popular. A proposta inclui exames de sangue e urina, testes rápidos, teleatendimento e acompanhamento do tratamento dos pacientes.
A informação foi divulgada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta quarta-feira (12), durante um evento da Abrafarma (Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias), em São Paulo. A proposta faz parte de uma nova regulamentação do Farmácia Popular, que busca modernizar e ampliar os serviços oferecidos pelo programa.
Antes de colocar essas novidades em prática, o governo deverá fazer avaliações técnicas em estados e municípios, além de pesquisas sobre as condições sanitárias e as necessidades de atendimento de cada região.
A nova regra também prevê mudanças no controle e no acompanhamento das farmácias credenciadas. A ideia é identificar possíveis riscos e aplicar punições de acordo com a gravidade de cada caso. Em situações consideradas de risco alto ou muito alto, poderá haver suspensão automática da unidade. O programa também deverá usar mais sistemas automatizados e dados digitais para facilitar o acompanhamento das unidades.
O SAU (Sistema Autorizador de Vendas), usado para registrar a entrega dos medicamentos e insumos, também será atualizado. Essa mudança busca aumentar a segurança, facilitar o rastreamento dos produtos e melhorar a integração das informações. Além disso, estão previstas mudanças na gestão do programa, na participação das farmácias credenciadas e nos procedimentos de cadastro.
Atualmente, o Programa Farmácia Popular oferece gratuitamente 41 itens de saúde, incluindo medicamentos para doenças como hipertensão, diabetes, asma, Parkinson e glaucoma, além de fraldas geriátricas e absorventes.
FONTE: MIDIAMAX




