O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), assinou resolução que autoriza o Estado de Mato Grosso do Sul a contratar empréstimo de US$ 80 milhões — R$ 414 milhões na conversão direta — do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). A publicação consta no DOU (Diário Oficial da União) desta segunda-feira (17).
A autorização para a operação de crédito foi aprovada em plenário, com parecer favorável da senadora Tereza Cristina (PP-MS). O empréstimo conta com garantia da União e também obteve aval da Alems (Assembleia Legislativa do Estado de MS).
Os recursos serão investidos na estruturação de projetos da PPP (Parceria Público-Privada) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) Rosa Pedrossian, em Campo Grande.
Em maio de 2026, o Governo do Estado assinou o contrato com a concessionária Inova Saúde, liderada pela empresa Construcap CCPS Engenharia e Comércio. O leilão foi vencido com o lance de R$ 15,9 milhões/mês.
PPP do Hospital Regional Rosa Pedrossian
O projeto da PPP do Hospital Regional prevê a construção de novos blocos e a reforma das instalações existentes, aquisição de mobiliário clínico e instrumental cirúrgico, engenharia clínica, Central de Material Esterilizado, nutrição e dietética, esterilização, logística de almoxarifado e farmácia, gases medicinais e utilidades, aquisição de insumos e dietas, além da administração e gestão de todos os serviços de apoio. Também haverá energia fotovoltaica, automação, transporte pneumático e robotização da farmácia.
A PPP tem como foco a modernização e a ampliação de leitos no HRMS para atender a população. A contratação é para prestação de serviços não assistenciais. O hospital permanecerá público, com atendimento 100% gratuito pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e gestão assistencial sob responsabilidade estadual — que inclui assistência médica, de enfermagem, fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, análises clínicas e radiologia.
A iniciativa privada ficará responsável por obras e investimentos para a construção de novos blocos e a reforma das instalações existentes, além da aquisição e instalação de equipamentos médico-hospitalares, mobiliário clínico e instrumental cirúrgico.
A empresa concessionária administrará recepção, limpeza e jardinagem, vigilância, portaria e estacionamento, lavanderia e rouparia, manutenção predial e engenharia clínica, Central de Material Esterilizado, nutrição e dietética, esterilização, logística de almoxarifado e farmácia, transporte, necrotério, serviço de arquivo médico, estatística e faturamento, gases medicinais e utilidades, aquisição de insumos e dietas e apoio ao serviço de atendimento domiciliar.
As intervenções serão realizadas em etapas e concluídas em 56 meses, sem interrupção dos serviços hospitalares — com previsão de finalização da primeira delas em 24 meses. O complexo passará a ter dois novos blocos, que ampliarão a capacidade de atendimento em 60%, totalizando 577 leitos de internação.
O valor total dos investimentos é de R$ 5,6 bilhões, com vigência de 30 anos. Os investimentos em obras e equipamentos somam R$ 966,8 milhões — sendo R$ 748,4 milhões para o investimento inicial e R$ 218,4 milhões em reinvestimentos ao longo do contrato, destinados à renovação tecnológica periódica. Já os custos anuais com a operação são estimados em R$ 154,4 milhões, recursos que cobrirão todos os serviços não assistenciais pelo período de três décadas.
O desempenho da concessionária será monitorado por indicadores de qualidade e de satisfação, que impactam diretamente a contraprestação mensal.




