“Seria ideal, até por segurança dos condutores. Sem dúvidas, evitaria muitos acidentes”, opina a pedagoga Andrea Elizabeth Ojeda. “Realmente [as drogas] causam alucinações, entre outras situações, que colocam mais em risco a vida de todos que estiverem no trânsito”, completa.
Quem também concorda que a mudança pode fazer os motoristas estarem mais conscientes no trânsito é o vigilante Carlos Eduardo. “Uma boa. Vai pegar muita gente de calça curta. Vai evitar muita coisa. Esperamos!”, afirma.
Já o fiscal de loja Bruno Ribeiro diz que, até fora do efeito de substâncias, os condutores campo-grandenses já ‘dão trabalho’. “Tem que aplicar [o teste], mesmo. O pessoal já é ruim de volante. Aí, drogado e bêbado, não vai dar certo, mesmo”, opina o fiscal.
Acostumado com o trânsito da cidade, o taxista Mário Edson também confia que a mudança pode trazer mais responsabilidade e segue despreocupado, já que não faz uso de qualquer substância. “Eu tô tranquilo, não mexo com esses ‘troços’. Acho importante porque tem muito drogado, e o trânsito tem de ter mais responsabilidade.”
Já o aposentado Terlindo Pereira dos Santos diz que a implementação do drogômetro é “excelente” para punir os motoristas. “Pra mim é excelente. Pra que o cara vai usar droga, principalmente para dirigir no estradão e atropelar e matar os outros?”, questiona.
‘Drogômetro’ em MS
A principal mudança em MS será a utilização do “drogômetro”, equipamento destinado à detecção de substâncias psicoativas além do álcool. No entanto, há apenas um aparelho registrado no Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) até o momento.
Ele é capaz de detectar anfetamina, cocaína, MDMA (ecstasy), 6-MAM (heroína), LSD, Delta-9-THC (maconha), fentanil, cetamina, K2 (canabinoides sintéticos), morfina, metanfetamina e MDPV, segundo publicou a revista Veja.
Além disso, o Detran-MS não especificou um prazo para implementar o mecanismo, mas afirma que irá “analisar integralmente o texto, identificar eventuais mudanças nos procedimentos e prazos de adequação e, a partir disso, atualizar seus protocolos de fiscalização”.