O ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello disse que a Corte e o MPF (Ministério Público Federal) devem atuar para esclarecer a divulgação do relatório da Polícia Federal sobre as mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, mas que não é momento de “querer sangue”. O relatório apresenta conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master.
Marco Aurélio Mello ocupou uma cadeira no Supremo por 31 anos e afirmou que Vorcaro e o ministro têm um relacionamento “impensável”. Mas, segundo o ex-ministro, este “não é o momento de querer sangue”.
O ex-ministro diz que o STF não é um “órgão consultivo da bandidagem”. Durante entrevista, Mello também questiona se tudo realmente é verdade.
“Tudo o que veio à baila é impensável, impensável. Não se pode imaginar que tudo isso realmente seja procedente. Devemos marchar com temperança e esclarecer. Mas o público precisa de uma satisfação”, afirma em entrevista.
Conversas entre Moraes e Vorcaro
Um relatório da Polícia Federal exibe conversas entre o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes, segundo material publicado pelo Estadão nesta segunda-feira (1º). Nas mensagens, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) atualiza o investigado sobre o aumento do cerco, antes da primeira prisão.
Segundo a PF, Vorcaro e Moraes enviavam capturas de tela em visualização única no WhatsApp. Os prints eram de textos escritos no bloco de notas do celular. Os agentes não recuperaram as conversas, mas sim as anotações.
Em uma mensagem enviada no dia 30 de outubro de 2025, Vorcaro pede que o ministro reforce com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que “ninguém de baixo” — vulgo delegados e procuradores — faça uma “sacanagem” com o Banco Master.
FONTE: MIDIAMAX




