Nos 204 anos de Independência do Brasil, a população campo-grandense cobra autonomia entre os Poderes. No desfile de 7 de setembro, realizado na área central de Campo Grande na manhã desta segunda-feira (7), moradores opinaram sobre o assunto sob os olhos de políticos que acompanham o desfile do palanque.
As instituições estão em conflito nos últimos dias e têm enfrentado seus desafios de autonomia, além de acusações entre um Poder e outro. Para a população, isso precisa terminar. É uma data que marca a reflexão sobre a importância de haver autonomia entre os Poderes.
O empresário Luciano Marques Teixeira, de 49 anos, diz que o momento é de valorizar a união do povo brasileiro e deixar a polarização de lado. “Momento de deixar um pouco de partido político e defender a independência, que é a Pátria nossa, que conseguiu ficar livre da dependência de Portugal há mais de 100 anos. Acho que é a hora de unir o povo brasileiro para a gente lutar pelos nossos direitos.”
Soraya Maria Rocha Santos, de 62 anos, considera que a sociedade está degradada. “Os nossos representantes estão mostrando que a nossa sociedade está doente. A nossa sociedade está precisando rever os conceitos de vida para pensar e reformular, pegar outro caminho. A sociedade já está sendo refletida nos poderes que foram constituídos por ela mesma. Que reforçam esse aspecto negativo que a sociedade está vivendo. Eu acho que é um ciclo. Só vai mudar se nós colocarmos representantes que consigam enxergar isso e reformular a educação do Brasil em todos os aspectos.”
Na opinião do médico Darlan Miranda, de 40 anos, o Judiciário tem mandado no Brasil. “Está todo mundo com o rabo preso, como determinado ministro, e estar aqui no desfile é um momento para a gente mostrar para todos eles que a população, o país como um todo, é maior do que todos eles, e que a gente, no futuro, possa mudar esse cenário.”
Já o pintor automotivo Albert Horácio da Silva, de 40 anos, se preocupa com o futuro das três filhas. “Poucos estão se lembrando da Independência. E aí, quando entra a questão dos Três Poderes, aí pronto. Vira aquela discussão generalizada. Eu acredito que mais de 60% da população do Brasil acredita nisso: que esses Três Poderes vão influenciar uns aos outros, um tentando invadir a área que o outro lidera. E isso me preocupa muito, porque eu tenho três meninas, e elas estão crescendo com uma faixa de idade de 15 anos de diferença. E o que eu tento passar para elas é isso — que, da forma como está, está muito errado.”
FONTE: MIDIAMAX




