A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), recebeu nesta terça-feira (22) o relatório dos 90 dias sobre o andamento da intervenção no Consórcio Guaicurus, que reúne um diagnóstico da situação financeira, operacional e contratual do sistema de transporte coletivo da Capital.

Conforme a assessoria de imprensa da chefe do Executivo, ao analisar os resultados apresentados, a prefeita destacou que a intervenção foi necessária para garantir a continuidade dos serviços prestados, preservar os salários e o 13º dos trabalhadores e evitar uma nova paralisação, como a registrada no fim de 2025.

Segundo o diagnóstico apresentado, o sistema vinha enfrentando uma combinação de fragilidade financeira, frota envelhecida, manutenção preventiva insuficiente, falhas de gestão e controles inadequados. A situação aumentava o risco de interrupção do serviço e afetava diretamente a qualidade do transporte oferecido à população.

A prioridade da intervenção, iniciada em 16 de junho de 2026, foi evitar que o sistema parasse. Entre as medidas adotadas, estão a garantia de recursos para pessoal, diesel e peças, o aprimoramento do controle financeiro e dos pagamentos, além de melhorias nos controles de manutenção. O relatório também registra recuperação de parte da oferta de viagens nos meses de julho e agosto.

Problemas estruturais

O relatório aponta que a situação não se resume à questão financeira. Frota envelhecida, falta de manutenção, gestão, controles e cumprimento de obrigações contratuais também estão entre os pontos que precisam ser enfrentados.

A frota tem idade média de 10,4 anos, e a recuperação do sistema dependerá de investimentos, renovação dos ônibus, manutenção planejada, melhoria da gestão financeira e fortalecimento da fiscalização.

Responsabilidades

A prefeita destacou que o relatório é preliminar e que eventuais responsabilidades ainda serão apuradas, com transparência e direito de manifestação dos envolvidos.

Sobre uma eventual mudança no controle do Consórcio, Adriane afirmou que qualquer decisão dependerá da análise do Município e da comprovação de capacidade técnica e financeira, investimentos, renovação da frota e melhoria efetiva do serviço.

“A intervenção começou a organizar o sistema, mas ainda temos desafios pela frente. Nosso compromisso é garantir a continuidade do transporte, proteger trabalhadores e usuários e buscar uma solução definitiva, com investimentos, renovação da frota e responsabilidade na gestão.”

 

FONTE: MIDIAMAX