Na noite de domingo (4), Mato Grosso do Sul conheceu os 24 deputados estaduais eleitos para mandato de 2027 a 2030. No entanto, pode haver uma ‘dança das cadeiras’ antes mesmo da posse.

Isso porque a candidatura de Jamilson Name (PP) está sub judice, ou seja, ainda está pendente de julgamento da Justiça Eleitoral. A validação – ou não – dos votos dele pode determinar se Márcio Fernandes (PL) ficará com a vaga.

Contra Name correu no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de MS) ação da Procuradoria Eleitoral pedindo o indeferimento do registro do progressista por conta de ser réu em ações da Omertá, em que ele foi apontado como líder de organização criminosa especializada em jogo do bicho após a prisão do pai Jamil Name e do irmão Jamil Name Filho.

Agora, o próximo passo é o julgamento do colegiado do TSE, que tem a ‘palavra final’ para julgar o caso.

Entenda o que está em jogo

As eleições de deputado estadual são chamadas de proporcionais. Ou seja, soma-se todos os votos válidos e divide-se pelo número de vagas. O resultado é o valor que cada partido deve somar para conquistar uma cadeira.

Por estar pendente, a votação de 35.656 votos obtidos por Jamilson Name não entrou na soma dos votos válidos.

Então, temos 1.381.806 votos válidos e, nesse cenário, a federação Progressistas-União obtém 4 cadeiras, enquanto o PL fica com 9 vagas, já que o quociente eleitoral é de 57.575.

 

FONTE: MIDIAMAX