O monitoramento é realizado pelo Núcleo Institucional de Garantia dos Direitos Eleitorais e pelo Núcleo de Inteligência do Grupo de Enfrentamento à Desinformação, que acompanham a disseminação dos conteúdos e as ameaças direcionadas aos profissionais da Justiça Eleitoral. Segundo o tribunal, as intimidações também atingiram familiares dos servidores.
Diante da situação, o presidente do TSE acionou a Polícia Federal para a abertura de investigação. O Ministério Público também foi mobilizado e ajuizou uma representação para solicitar a remoção das publicações irregulares e a responsabilização dos usuários envolvidos nos ataques.
O tribunal ainda comunicou às plataformas X e Meta sobre a proliferação das postagens consideradas irregulares, com o objetivo de viabilizar as medidas cabíveis em relação aos conteúdos.
Como medida de proteção, servidores ameaçados e seus familiares passaram a contar com reforço de segurança e apoio psicológico para garantir a integridade física e oferecer assistência diante das intimidações.
Em nota, o TSE ressalta que ataques sem fundamento contra o sistema eletrônico de votação e ameaças dirigidas a servidores públicos federais podem configurar crimes previstos no Código Penal e em legislações penais específicas.
A apuração busca identificar os responsáveis pelas manifestações e permitir a adoção das medidas legais cabíveis diante de ameaças, disseminação de desinformação e exposição indevida de informações pessoais.