A vizinhança reclama de som alto e bagunça no espaço de festas onde Lucas Henrique Santos Vieira, vulgo “Gato Preto”, foi executado e seu amigo ficou ferido na tarde de quinta-feira (8), no Jardim Tarumã, em Campo Grande. Por outro lado, a proprietária do espaço nega bagunça e som alto no imóvel.

Ao Jornal Midiamax, a vizinhança comentou que ninguém dorme desde o último domingo (4). “Desde o dia da eleição, ninguém dorme aqui na vizinhança; todo dia tem sol alto e som automotivo nesse espaço de festas. Inclusive, um casal de vizinhos chegou a passar mal de nervoso ontem [quinta-feira]; estava uma bagunça muito grande aí”, relatou um.

Moradores comentaram que ninguém da região conhece as vítimas e testemunhas do ataque. A proprietária do espaço, por sua vez, afirma que os relatos não procedem.

À reportagem, a proprietária explicou que possui o espaço de festas há mais de cinco anos e são raras as vezes em que saem brigas no local. “Raramente sai briga. A princípio, a locação estava ótima para mim, apenas com 5 pessoas no local o dia todo, sem bagunça e sem som automotivo”, esclareceu.

A proprietária acrescentou que o ocorrido não a deixou abalada, pois uma fatalidade pode acontecer. “Como locamos para todos os públicos, é de imaginar que a qualquer momento pode acontecer qualquer fatalidade, como aconteceu. E, como não sabemos para quem locamos, as pessoas ligam aleatoriamente querendo locar o espaço. A gente não puxa histórico de ninguém, apenas faz a reserva”, explicou.

Execução em piscina de espaço de festas

Conforme o boletim de ocorrência, a equipe da 10ª CIPM (Companhia Independente da Polícia Militar) foi acionada e, quando chegou ao espaço de festas, foi relatado que três mulheres haviam sido convidadas por “Gato Preto” para passarem o dia no local, onde também estava o amigo — baleado três vezes durante o ataque.

Por volta das 15h45, dois suspeitos entraram no espaço de festas, usando uniformes semelhantes aos usados por uma empresa, e atiraram contra o amigo e “Gato Preto”. O crime foi registrado por câmera de segurança, que mostrou o momento em que a vítima puxa o amigo e o coloca na frente dela, usando-o de escudo contra os tiros. No entanto; os dois caíram na água.

Os suspeitos da execução fugiram do local após atingir “Gato Preto” na região da nuca, nas costas, na clavícula e em ambas as pernas. O amigo dele foi socorrido para a Santa Casa e está internado sob escolta da PM, já que estava foragido desde 18 de setembro por tentativa de homicídio.

Equipes da Polícia Civil e perícia estiveram no espaço de festas fazendo os levantamentos. O celular de “Gato Preto” foi apreendido para ser periciado, juntamente com 12 estojos de calibre 9 mm — todos percutidos e deflagrados — recolhidos no local.

FONTE: MIDIAMAX