Dos 29 vereadores de Campo Grande, pelo menos 12 disputaram as Eleições de 2026 em busca de uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul ou na Câmara dos Deputados. Com apenas André Salineiro (PL) eleito deputado estadual, a composição da Câmara Municipal terá poucas mudanças a partir de 2027, e antigos parlamentares que aguardavam uma oportunidade na Casa de Leis continuarão na fila.
A eleição de Salineiro é a única, entre os vereadores que disputaram o pleito, que resultará diretamente na abertura de uma cadeira na Câmara Municipal. A vaga será ocupada pela primeira suplente do PL, Cassy Monteiro, que recebeu 2.012 votos nas eleições municipais de 2024.
Caso outros vereadores tivessem sido eleitos, as respectivas vagas também seriam preenchidas pelos suplentes, conforme a ordem estabelecida pela votação e as regras eleitorais. Com isso, nomes conhecidos da política municipal, incluindo ex-vereadores, chegaram a acompanhar de perto o desempenho dos titulares nas urnas.
Vereadores que disputaram as eleições
Na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa, estavam Ana Portela (PL), Flávio Cabo Almi (PSDB), Herculano Borges (Republicanos), Junior Coringa (MDB), Leinha (Avante), Luiza Ribeiro (PT), Silvio Pitu (PSDB) e André Salineiro (PL).
Para deputado federal, concorreram Marquinhos Trad (PV), Dr. Victor Rocha (PSDB), Neto Santos (Republicanos) e Professor Juari (PSDB).
Com apenas a eleição de Salineiro, os demais vereadores permanecem no mandato municipal, sem alteração na composição após o resultado das urnas.
Como funciona a suplência?
O suplente é o candidato que ficou na sequência da votação dentro da legenda ou federação e pode assumir o mandato em situações previstas na legislação eleitoral, como renúncia, afastamento ou quando o titular deixa a Câmara para assumir outro cargo eletivo.
A vaga, porém, não pertence pessoalmente ao vereador que deixa o mandato. Nas eleições proporcionais, ela está vinculada à legenda ou federação, e a substituição segue a ordem de suplência definida a partir do resultado eleitoral.
Ex-vereadores poderiam voltar à Câmara
No PSDB, uma eventual eleição de Silvio Pitu, Flávio Cabo Almi, Dr. Victor Rocha ou Professor Juari poderia abrir espaço para nomes que já passaram pela Câmara Municipal.
Entre os suplentes tucanos está o ex-vereador William Maksoud, que recebeu 3.597 votos nas eleições municipais. Na sequência, aparece outro ex-vereador, Zé da Farmácia, com 3.146 votos.
No MDB, uma eventual eleição de Junior Coringa também poderia provocar mudança na bancada. Na fila de suplência, aparece o ex-vereador Dr. Loester, que obteve 3.333 votos.
No PT, Luiza Ribeiro foi a única vereadora da sigla a disputar uma vaga na Assembleia. O partido integra a Federação Brasil da Esperança, formada também por PCdoB e PV. Conforme os dados eleitorais citados, a primeira suplente é Professora Madalena, com 2.213 votos. Logo depois aparece o ex-vereador Ayrton Araújo, que recebeu 1.996 votos.
No PL, a disputa envolveu Ana Portela e André Salineiro para deputado estadual. Com a eleição de Salineiro, a mudança na Câmara já está definida: Cassy Monteiro assumirá a cadeira a partir de 2027. Primeira suplente do partido, ela recebeu 2.012 votos nas eleições municipais de 2024 e também disputou uma vaga de deputada federal em 2026, quando obteve mais de 40 mil votos.
O Republicanos também poderia ter alterado sua bancada caso Herculano Borges ou Neto Santos fossem eleitos. Na fila de suplência, está o ex-vereador Betinho, que recebeu 3.877 votos nas eleições municipais.
No Avante, Leinha disputou uma vaga na Assembleia Legislativa. Caso tivesse sido eleito, a cadeira seria disputada dentro da ordem de suplência da legenda. Conforme os dados apresentados pelo TSE, o próximo nome é Denis Pereira, que recebeu 2.807 votos.
Por fim, o suplente do PV, Salah Hassan, que teve 2.411 votos na última eleição municipal, aguardava Marquinhos Trad vencer na Câmara Federal, mas também deve seguir no aguardo de uma possível vaga.
FONTE: MIDIAMAX




