Não é à toa que Mato Grosso do Sul também ganhou o apelido de “Mato Grosso do Céu”. Afinal, se tem uma coisa que o céu do Estado sabe fazer no fim do dia, é caprichar no espetáculo. Quando o sol começa a se despedir, basta olhar para cima para entender por que tanta gente para o que está fazendo só para admirar o céu.

Em Campo Grande, a Orla do Aeroporto já virou endereço conhecido de quem gosta de acompanhar o entardecer, mas seria injusto deixar todo o mérito só nas mãos dela. A Capital tem outros cantinhos onde o pôr do sol merece alguns minutos de atenção.

O Jornal Midiamax preparou uma lista com 10 lugares para apreciar esse espetáculo da natureza. Alguns são conhecidos, outros podem surpreender quem passa por eles todos os dias.

Vale lembrar que o visual muda conforme a época do ano, a posição do Sol e as condições climáticas. Ou seja, nem todo dia o céu entrega o mesmo espetáculo. Mas, quando resolve caprichar, Campo Grande não economiza nas cores.

Parque das Nações Indígenas

Um dos cartões-postais de Campo Grande também é um dos endereços tradicionais para quem gosta de acompanhar o entardecer. Nos altos da Avenida Afonso Pena, o Parque das Nações Indígenas reúne lagos, árvores e grandes áreas abertas, que oferecem diferentes ângulos para observar o céu.

E aqui vai uma dica: o famoso ‘gramadão’ é um convite para estender a canga, esquecer um pouco a pressa e assistir ao sol se despedir. Afinal, nem todo programa de fim de tarde precisa de reserva ou mesa marcada.

Lago do Amor

No bairro Pioneiros, o Lago do Amor tem natureza, capivaras e um cenário que parece ter sido feito para desacelerar. Quando o sol começa a se despedir, a água entra em cena e reflete as cores do céu, deixando a paisagem ainda mais bonita.

O nome também não é por acaso. Vizinho da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), o lugar é conhecido pelo clima romântico e costuma ser procurado por casais e estudantes. Para quem procura um cenário para um encontro, o endereço já entrega boa parte do trabalho.

Lagoa Itatiaia

Conhecida carinhosamente por ser a “praia campo-grandense”, a Lagoa Itatiaia, no bairro Tiradentes, tem ingredientes para relaxar: água, decks e uma orla.

Com aproximadamente 4,64 hectares, a lagoa ganha outro charme quando o sol começa a se pôr. Os reflexos na água fazem o passeio parecer uma pequena viagem sem precisar sair da cidade.

Praça do Papa

Nem precisa procurar muito para entender por que a Praça do Papa também entra nesse roteiro. Por estar em uma área elevada, o espaço oferece uma visão mais aberta do horizonte e permite acompanhar a transformação do céu sem precisar encarar trilhas ou grandes caminhadas. A sugestão é chegar com tempo, levar uma canga ou uma cadeira e escolher um cantinho para assistir ao espetáculo.

Morro do Ernesto

Para quem não se contenta em assistir ao pôr do sol de longe, o Morro do Ernesto, na área rural da cidade, oferece uma experiência diferente. Localizado na Fazenda Córrego Limpo, a cerca de 20 quilômetros do Centro, o destino reúne paisagens naturais e uma vista panorâmica para a região da Serra de Maracaju.

Diferentemente dos outros endereços da lista, aqui é preciso um pouco mais de disposição para chegar ao cenário. Mas a recompensa é acompanhar o sol desaparecer em meio à imensidão da paisagem.

Altos da Afonso Pena

Além do Parque das Nações Indígenas, os altos da Afonso Pena também reservam bons ângulos para acompanhar o entardecer. Um dos pontos de destaque fica nas proximidades do Museu das Culturas Dom Bosco, onde a paisagem aberta ajuda a enquadrar o céu.

Avenida Júlia Maksoud

Em alguns trechos da Avenida Júlia Maksoud, entre os números 993 e 1182, o horizonte aberto cria um cenário que surpreende quem passa por ali.

Entre construções e áreas verdes planas, a avenida ganha uma paisagem diferente no fim da tarde. É quase um lembrete de que, às vezes, a gente passa tão ocupado olhando para o trânsito, que se esquece de olhar para o céu.

Bioparque Pantanal

O Bioparque Pantanal já chama atenção pela beleza de seus ambientes internos, mas o lado de fora também reserva um espetáculo. Nas proximidades da rampa do atrativo, a paisagem ganha amplitude e permite observar a parte mais baixa da cidade, com o Parque das Nações Indígenas compondo o cenário.

No fim do dia, o horizonte ganha tons de laranja, dourado e rosa. É mais um daqueles lugares em que vale desacelerar e perceber que Campo Grande tem boas surpresas até para quem já conhece seus cartões-postais.

Rua Joaquim Murtinho

As subidas e descidas fazem parte da paisagem de Campo Grande e, em alguns trechos da Rua Joaquim Murtinho, próximo ao cruzamento da Rua Vidigal, o relevo acaba trabalhando a favor de quem gosta de observar o horizonte, uma mescla com o cenário urbano.

As ondulações do terreno criam diferentes perspectivas e abrem espaço para apreciar o céu no fim da tarde. É uma paisagem que pode passar despercebida na correria do trânsito, mas que merece uma pausa para contemplação, quando o sol começa a baixar.

Avenida João Arinos

Para quem segue em direção à saída para Três Lagoas, a Avenida João Arinos também pode reservar boas surpresas. O corredor, bastante movimentado por dar acesso a bairros como Jardim Noroeste e Maria Aparecida Pedrossian, ganha outro cenário quando o sol começa a se despedir.

Um dos elementos que ajudam a compor a paisagem são as grandes torres de transmissão de energia que acompanham o canteiro central. Entre estruturas metálicas, asfalto e o horizonte aberto, o céu alaranjado cria um contraste curioso e mostra que até uma avenida movimentada pode render um belo cartão-postal.

 

 

FONTE: MIDIAMAX