O empresário Mamede Alhaj Haidar, preso em flagrante nesta quarta-feira (4), durante a Operação Ifrit, com um acessório de arma de fogo de uso restrito, informou à Polícia Federal estar desempregado desde 2019, apesar de possuir CNPJ ativo de uma empresa de lavagem de veículos em Ponta Porã, a 315 quilômetros de Campo Grande.
As informações foram prestadas pelo próprio Mamede depois da prisão e constam no boletim de vida pregressa elaborado pela Polícia Federal. O documento registra que ele informou como fonte de renda R$ 7 mil mensais provenientes de aluguéis de um imóvel do pai.
Apesar de constar como titular de empresa ativa desde 2023, os autos não apontam, nesse documento, se a empresa estava efetivamente em funcionamento ou se gerava renda ao investigado.
Mamede declarou que sua última profissão havia sido gerente de um bar em Ponta Porã, em 2019. Além de informar renda mensal de R$ 7 mil com aluguéis, Mamede disse morar sozinho, pagar R$ 3,5 mil de aluguel e possuir aproximadamente R$ 47 mil em outros bens.
Mamede passará por audiência de custódia nesta quinta-feira (5), no Fórum de Campo Grande.
Prisão e acessório de uso restrito
A Polícia Federal cumpria mandado de busca e apreensão contra Mamede em um imóvel na Vila Margarida, durante a Operação Ifrit, deflagrada pela Polícia Federal e pela Receita Federal nesta quarta-feira (4) para desmantelar uma organização criminosa transnacional com atuação na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.
Durante o cumprimento do mandado, policiais localizaram um kit de conversão para pistolas Glock dos modelos G17 e G19. Ele foi preso em flagrante e levado para a sede da Polícia Federal. Mamede foi indiciado por posse ou porte ilegal de acessório de arma de fogo de uso restrito.
Alvo da Ifrit
Mamede aparece entre os investigados da Operação Ifrit. Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa investigada atuava principalmente na região de fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.
A operação cumpriu mandados em Mato Grosso do Sul e outros seis estados. O grupo investigado é suspeito de tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro e crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios.
A investigação aponta que a organização possuía estrutura familiar e mantinha vínculos com facções criminosas. Policiais civis, militares e um policial rodoviário federal também aparecem entre os investigados.
A Polícia Federal informou que drogas e armas eram adquiridas na Bolívia, no Peru e no Paraguai e abasteciam tanto o mercado brasileiro quanto rotas de envio de entorpecentes para países europeus.
FONTE: MIDIAMAX




