A Justiça de Mato Grosso do Sul publicou, nesta sexta-feira (6), um edital de citação para localizar os irmãos Carlos Alberto Alves Fonseca e Paulo Sérgio Alves Duarte, denunciados por tráfico de drogas e associação para o tráfico no âmbito da Operação Infiltrados.

Os dois são considerados foragidos e, segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), mantinham um depósito de entorpecentes em Campo Grande.

O edital foi publicado pela 8ª Vara Criminal de Campo Grande, que informa que ambos estão em local incerto ou não sabido. A Justiça concedeu prazo de 15 dias para a citação por edital.

Entretanto, o que os irmãos não sabiam, segundo a investigação, é que LK fazia jogo duplo. Enquanto negociava a compra da cocaína, o traficante repassava informações sobre a localização do depósito e a movimentação dos fornecedores a policiais envolvidos no esquema criminoso.

O objetivo, conforme o Gaeco, era interceptar o carregamento de drogas e desviar os entorpecentes para posterior comercialização pela organização criminosa.

Apesar de aparecerem na investigação da Operação Infiltrados, Carlos Alberto e Paulo Sérgio não foram denunciados como integrantes da organização criminosa responsável pelo desvio de drogas apreendidas por policiais.

Com a publicação do edital nesta sexta-feira, Carlos Alberto e Paulo Sérgio são chamados a responder formalmente às acusações. O documento também prevê a apresentação de resposta escrita à acusação no prazo legal, após a citação.

Infiltrados na Sejusp-MS

A Operação Infiltrados foi deflagrada pelo Gaeco em 24 de setembro de 2026 para investigar um esquema no qual agentes de segurança pública teriam desviado drogas apreendidas e repassado os entorpecentes para comercialização ilegal.

Somente na primeira fase da Infiltrados, foram presos o delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa e outros 10 policiais civis e militares. Nesta semana, o Gaeco deflagrou a segunda fase da Operação, que mirou nove policiais que atuaram na Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), além do delegado Guilherme Scucuglia, que esteve à frente da Defron em 2025 e que atualmente está lotado na Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos).

Na denúncia, o Ministério Público atribui ao grupo crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, conforme a participação de cada acusado.

 

FONTE: MIDIAMAX