A criptomoeda revolucionou a maneira como as pessoas fazem trocas monetárias em todo o mundo. Em comparação com outras regiões, a América Latina adotou a criptografia de braços abertos.
Um dos grandes facilitadores para que esta variante de moeda digital tivesse este nivel de aderência foram plataformas para investir em criptomoedas digitais, que aumentaram a visibilidade das mesmas na América Latina.
Plataformas como a eToro permitem ao consumidor não só investir neste mercado, como acompanhar todas as oscilações que este mesmo apresenta durante o mês, semana e até mesmo durante o dia.
No entanto muitas perguntas ainda se colocam em relação a este mercado, ainda mais quando criptomoedas estão a ser adotadas como principais métodos de pagamento na América Latina.
Neste article iremos não deixar uma brefe explicação sobre o que é a Criptomoeda, como também iremos explicar o porquê do mercado Américo Latino não só se está a adaptar mais facilmente como está a adoptar este método.
Uma visão geral da criptomoeda
Quando discutimos criptomoeda, estamos essencialmente nos referindo a uma moeda “digital”. Mas do que se trata, realmente? Em primeiro lugar, devemos distinguir entre dois termos básicos: criptografia e criptomoeda.
A criptografia é a arte de resolver e criar códigos.
É o cérebro por trás da criptomoeda com base na ciência da computação e da matemática. Todo o seu propósito é “ocultar” ou “criptografar” dados para que não possam ser lidos, hackeados ou roubados por terceiros. Isso é basicamente o que a tecnologia blockchain é.
Por outro lado, a criptomoeda é a verdadeira “unidade” monetária que usamos para trocar produtos e serviços. Portanto, a criptomoeda é um token criptografado digital seguro destinado à troca monetária.
Ser indetectável e seguro durante as transações explica em parte por que o Bitcoin se tornou tão popular. Lançado em 2009, o Bitcoin ainda é o mais aceito, embora milhares de criptomoedas tenham surgido desde então.
Essas moedas são em sua maioria intangíveis, embora algumas sejam agora compatíveis com cartões de crédito.
Hoje em dia, esta tecnologia está sendo adotada em todo o mundo com base em suas transações rápidas e segurança incomparável.
Isso quer dizer que muitos usuários prezam por proteger seus dados e informações longe de terceiros.
Usuários de criptomoedas latino-americanos
Um estudo publicado pelo site Statista em junho de 2019 mostrou o número de usuários globais de criptomoedas.
Foi interessante ver alguns dos países mais “desenvolvidos” como Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e França no final da lista.
Aliás, a América Latina é a região com mais usuários de criptografia do mundo. Entre os dez principais países com criptomoedas estão Brasil, Colômbia, Argentina, México e Chile.
Embora a Turquia tenha assumido o primeiro lugar, com 20% dos entrevistados usando criptografia, o Brasil e a Colômbia dividem o segundo lugar com 18%. Em seguida, vem a Argentina com 16 por cento, seguida pelo México com 12 por cento e Chile com 11 por cento.
As razões por trás de tudo
As pessoas na América Latina tendem a usar criptografia para proteger seus investimentos.
Por exemplo, Argentina e Brasil sofreram dificuldades financeiras nos últimos anos. Suas taxas de inflação dispararam, deixando os cidadãos inseguros, com moedas mais fracas.
Isso e a crescente falta de fé nos governos fizeram esses dois países voltarem suas atenções para as criptomoedas. Sem falar na Venezuela, é claro.
Manter o dinheiro convertido em criptomoedas ajuda as pessoas a preservar seus ativos.
Este é especialmente o caso se um país frequentemente sofre reveses econômicos ou financeiros.
Para muitos, investir em criptomoedas oferece muita garantia, especialmente quando os governos são imprevisíveis.
Não importa o quão loucas as coisas fiquem, você ainda terá seu dinheiro.
Este é um lado positivo da compra de criptomoedas para muitos cidadãos latino-americanos.
Apesar do risco e da volatilidade inerentes à criptografia, muitas vezes essa ainda é uma opção melhor do que manter seu dinheiro em um Banco.
População sem banco
De acordo com a Organização do Banco Mundial, pelo menos 50% da população latino-americana não tem acesso a bancos. Isso deixa muitas pessoas sem outro método de proteger seu dinheiro.
Da mesma forma, apenas 113 milhões de pessoas têm acesso a cartões de crédito.
Por outro lado, o Statista afirma que 387,2 milhões de pessoas possuem conexão à Internet.
Então, aparentemente é mais fácil usar a internet do que obter uma conta bancária.
É desnecessário dizer que isso aumenta as chances de as pessoas recorrerem a criptomoedas em vez de abrir uma conta bancária.
Remessas
Quando se trata de transações rápidas e seguras, as criptomoedas são definitivamente o melhor caminho a percorrer.
É por isso que muitas pessoas transferem fundos para familiares ou amigos em outros países por meio de tecnologia de criptografia.
Um exemplo especial é entre a Venezuela e a Colômbia.
Devido às dificuldades econômicas e ao regime autoritário da Venezuela, centenas e milhares de venezuelanos fugiram para a vizinha Colômbia.
Infelizmente, nem todo mundo consegue atravessar a fronteira. Normalmente, aqueles que conseguem escapar sempre enviam dinheiro para suas famílias, às vezes usando criptomoedas.
O futuro das criptomoedas na América Latina
As criptomoedas ainda precisam encontrar aplicações práticas em outros mercados, mas certamente estão dando suporte a grande parte da América Latina.
Negar o bom futuro deste meio de pagamento e investimento é impossível, mesmo que alguns bancos insistam nisso.
Estamos em uma grande revolução tecnológica e as criptomoedas são uma das novas tecnologias que vieram para ficar.
Elas surgem como uma alternativa ao dinheiro convencional que, em tempos de crise e desconfiança dos bancos, encontra seu lugar no mercado.
Além disso, são fáceis de usar e permitem ações mais rápidas, duas características que os sistemas bancários não possuem.
O futuro que alguns especialistas preveem para essas moedas virtuais está muito longe do fracasso.
O mundo evolui e as criptomoedas fazem parte dessa evolução. Isso é só o começo, pois a tecnologia de criptomoeda e blockchain certamente continuará a crescer em nível internacional.
FONTE: CORREIO DO ESTADO




