Desde então, esteve em campo 11 vezes pelo Orlando Pride, dez como titular, com dois gols e uma assistência. Em sua mais recente participação, jogou os 90 minutos da derrota por 2 a 1 para o Kansas City e se disse pronta para a Copa do Mundo. “Gratidão por mais uma oportunidade de representar o meu país.”
Será o último Mundial de Marta, como ela mesmo afirmou repetidas vezes. Por isso, a competição na Oceania é vista como a oportunidade derradeira para a consagração da atleta com a camisa do Brasil. Ela foi vice-campeã em 2007 e também tem duas medalhas de prata olímpicas, em 2004 e 2008.
“Eu enfrentei a Marta em 2008”, recordou Pia, técnica do time dos Estados Unidos que levou a medalha de ouro. “Ela foi brilhante. Hoje, não domina tanto o jogo, por duas razões. Está um pouco mais velha, não tão rápida. E, como o desenvolvimento do futebol feminino tem sido rápido, temos boas jogadores. Vai ser difícil para alguém dominar como a Marta dominou.”
“Ela está em forma, tudo certo. Temos escalado jogadoras diferentes. Contra a Inglaterra e a Alemanha, por exemplo, ela não estava lá. Esses dois jogos nos deram bastante confiança. Isso significa que neste ano teremos um fantástico banco de reservas, com supersubstitutas”, acrescentou a técnica.
Com um problema muscular, a craque não esteve nessas partidas, em abril, as mais recentes do time verde-amarelo. Na Finalíssima, o confronto entre as campeãs europeias e as sul-americanas, o Brasil perdeu nos pênaltis para a Inglaterra, no estádio de Wembley, em Londres, após empate por 1 a 1. Na sequência, bateu a Alemanha por 2 a 1, em Nuremberg.
Foram esses resultados que animaram Sundhage em relação à possibilidade de uma campanha longeva na Austrália e na Nova Zelândia. A seleção está no Grupo F, ao lado de França (algoz na última edição do torneio), Jamaica e Panamá. A estreia está marcada para 24 de julho, contra o Panamá, em Adelaide.
“Os dez melhores times têm chances de ganhar, e o Brasil é o oitavo [no ranking da Fifa]. Com sorte, qualquer um destes pode ganhar. O céu é o limite. Se o Brasil tem chance de ser campeão? Com certeza! Com o histórico que temos e o apoio, pode ser. Já neste ano? Não sei. Pode ser em quatro anos”, declarou Pia.
A sueca disse ter buscado uma combinação de experiência e juventude na formação do grupo. Levou atletas como a zagueira Lauren, de 20 anos. E surpreendeu ao levar a goleira Bárbara, de 34, e a zagueira Mônica, de 36. Nesse conjunto, haverá algum papel para Marta, embora ele ainda não esteja claro.
“Sou sortuda por estar perto da Marta. É muito especial. Podemos usar o nome da Marta de forma positiva. Por exemplo, você pode imaginar, se ganharmos o primeiro jogo, o que isso vai fazer com o Brasil e a Marta? O Brasil não é uma só jogadora, mas um time. A Marta é a melhor por ser a melhor jogadora de equipe. Nós gostaríamos de ganhar para o Brasil, e a Marta é brasileira.”