Serviço chegou nesta semana ao conjunto habitacional Ramez Tebet – Divulgação/PMCG

Campo Grande tem 800 km de vias não pavimentadas, segundo dados da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). Mas devido às chuvas, a prefeitura só recuperou 50 km em janeiro, o que representa 6,25% do total.

Com esse ritmo de trabalho, seriam necessários 14 meses para levar o serviço a todas as vias sem asfalto. “As condições do tempo não favorecem o trabalho, mas enquanto não há período de estiagem que reduza de fato a umidade do solo, é necessário atuar para que a população atingida não fique isolada”, justificou o titular da Sisep, Rudi Fiorese. A prioridade da pasta são as vias de acesso e de maior tráfego nos bairros, intervenções em pontos de atolamento, recomposição de pistas onde a enxurrada levou o aterro.

Um dos locais críticos onde equipes da Sisep estiveram atuando no início da semana, foi no conjunto habitacional Ramez Tebet, onde a enxurrada levou o material de revestimento primário e deixou algumas ruas praticamente interditadas, inclusive aquelas onde passam os ônibus do transporte coletivo, como as ruas Martinez e Maria Glória Ferreira de Souza.

O trabalho de manutenção de vias não pavimentadas é permanente. No ano passado, foram executados 588 quilômetros de patrolamento, o que corresponde a quase 80% da malha sem asfalto, segundo a Sisep.

Em alguns bairros, como Jardim Noroeste, Jardim Columbia, Santa Emília, São Conrado, Nova Campo Grande, onde as características do solo e a topografia aumentam o impacto dos estragos provocados pelas chuvas, equipes da secretaria estiveram várias vezes para garantir condições de tráfego. “A solução é fazer drenagem e asfaltar, mas infelizmente, a prefeitura não tem recursos para custear todas estas obras de forma simultânea”, diz Fiorese.

Ainda conforme a Sisep, a prefeitura precisaria de R$ 1,2 bilhão para atender plenamente as demandas desse serviço, que corresponde ao dobro do orçamento atual. Para 2020, a pasta tem R$ 738 milhões disponíveis.

Fonte: Adriel Mattos – Correio Do Estado