A palavra deste novo ano promete ser “eleições”. O ano de 2026 chega marcando uma nova oportunidade de reordenar o jogo político regional e nacional e, para aqueles que já possuem mandato nas Câmaras de Vereadores, os riscos são menores. Isso porque a legislação eleitoral não obriga a interrupção do mandato em vigor e, como a disputa não é municipal, caso o projeto eleitoral não encontre aderência nas urnas, basta seguir os trabalhos até o próximo pleito.

Em Campo Grande, 16 nomes já dão como certa a busca pelo avanço na carreira política. Porta de entrada na vida pública para boa parte da classe política, a Câmara de Vereadores da Capital deve projetar 10 parlamentares à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e outros 6 à Câmara Federal.

Até o momento nenhum vereador despontou para concorrer ao Senado, que, nessas eleições, em MS, terá garantidas duas vagas. A Presidência da República segue sendo jogo de ‘peixe grande’, e a disputa “Lula vs. Bolsonaro” deve seguir marcando mais um processo eleitoral, desta vez com o petista encarando o filho 01, senador Flávio Bolsonaro, diante da prisão e inelegibilidade do patriarca. No que diz respeito ao Governo de Mato Grosso do Sul, ampla maioria deve apoiar o projeto de reeleição de Eduardo Riedel (PP).

Ao Jornal Midiamax, sinalizaram a intenção de ‘brigar’ por uma das 24 cadeiras na Alems os vereadores: Maicon Nogueira (PP), Luiza Ribeiro (PT), Ana Portela (PL), Silvio Pitu (PSDB), Flavio Cabo Almi (PSDB), Veterinário Francisco (União Brasil), Rafael Tavares (PL), Junior Coringa (MDB), Marquinhos Trad (PDT) e Victor Rocha (PSDB).

Juntos, eles somaram 59.759 votos nas urnas, uma média de 5.976 votos. Nas eleições de 2022, o deputado menos votado, professor Rinaldo Modesto (Podemos), levou 12.800 votos.

Já em busca de uma das 8 cadeiras na Câmara Federal, em Brasília, devem entrar na disputa Professor Juari (PSDB), Herculano Borges (Republicanos), André Salineiro (PL), Jamal Salém (MDB), Wilson Lands (Avante) e Neto Santos (Republicanos).

Neste caso, a soma de votos destes parlamentares resultou em 26.705 eleitores, uma média de 4.450 votos. Na última eleição para deputado federal, o menos votado, Rodolfo Nogueira (PL), conseguiu conquistar a confiança de 41.773 eleitores.

Dinâmica de votos

Diferentemente da disputa majoritária (presidente, governador e senador), que define o político pelo número de votos, na eleição para o Legislativo é adotado cálculo proporcional, que distribuí os votos dados às candidatas e aos candidatos entre seus respectivos partidos e federações, sendo preenchidos pelas candidatas e pelos candidatos mais votados até o limite das vagas obtidas.

Assim, a garantia de uma cadeira no parlamento não depende exclusivamente do desempenho individual do postulante, mas, fundamentalmente, da soma total dos votos válidos obtidos pela sua legenda ou federação.

Esse sistema é baseado no Quociente Eleitoral e no Quociente Partidário, mecanismos matemáticos que definem quantas vagas cada grupo político conquistou.

Por essa razão, é matematicamente possível e frequente que candidatos com votação expressiva não sejam eleitos caso seu partido não atinja o índice necessário, enquanto concorrentes com menos votos podem assumir o mandato, impulsionados pelo desempenho coletivo da chapa.

Não à toa, dirigentes locais já sinalizam esse como o maior desafio para 2026: a construção de times competitivos com nomes que façam a diferença no resultado final.

Entretanto, enquanto alguns partidos correm para cooptar políticos e personagens com capital de votos para favorecer projetos já pré-definidos, legendas como PL e PP encaram cenário de sobra de nomes com potencial real de eleição, implicando disputas mais acirradas entre os próprios correligionários.

Indecisos na Câmara

Entre os indecisos, Otávio Trad (PSD), Leinha (Avante) e Landmark (PT) aguardam posicionamento de seus partidos. O vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), segue buscando reação dos dirigentes nacionais da legenda para definir o futuro político.

Já os vereadores Papy (PSDB), presidente da Casa de Leis na Capital, Beto Avelar (PP), Clodoilson Pires (Podemos), Delei Pinheiro (PP), Dr. Lívio (União Brasil), Fábio Rocha (PSDB), Jean Ferreira (PT), Professor Riverton (PP) e Ronilço Guerreiro (Podemos) já descartaram a inclusão dos nomes nas urnas.

 

FONTE: MIDIAMAX