Giovana Castura Werner, de 51 anos, foi descrita como uma pessoa tranquila e muito discreta por um conhecido. Ela foi encontrada morta com uma perfuração na cabeça na região da cachoeira do Inferninho, em Campo Grande, na terça-feira (24).

O corpo de Giovana estava na beira da estrada que dá acesso à cachoeira. No dia seguinte, quarta-feira (25), o carro dela foi encontrado com marcas de sangue no Jardim Colúmbia. No porta-malas, foram encontrados um projétil de arma de fogo e uma pá.

Desde que o corpo da mulher foi encontrado na região da cachoeira do Inferninho, a Polícia Civil investiga a autoria e as circunstâncias da morte.

Ao Jornal Midiamax, um trabalhador de serviços automotivos contou que a vítima era sua cliente e morava na região do Jardim Santa Emília. Ele recebeu a notícia da morte de Giovana com muita tristeza, pois não via a cliente há mais de um ano.

“Giovana, super de boa e sempre indicava clientes para mim. Meus sentimentos aos familiares e amigos”, lamentou.

Para o trabalhador, Giovana era uma pessoa reservada, firme e direta. “Ela sempre foi muito discreta, reservada. Conheci ela em uma oficina mecânica, [ela era cliente lá], e o que me chamou atenção nela foi uma frase que ela disse: ‘Eu gosto de trazer meu carro aqui porque o fulano é sério, honesto…’ Ela era assim, direta e firme”, comentou à reportagem.

Relembre o caso

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, o Corpo de Bombeiros foi acionado para o local e constatou o óbito da vítima, que estava na beira da estrada, seminua e com uma perfuração na cabeça, aparentemente de tiro. Giovana, que possui uma tatuagem na costela com a frase “que seja infinito tudo aquilo que nos faz bem”, estava de short, e uma blusa cobria o seu tronco.

Diante da situação, a PM (Polícia Militar), Polícia Civil e a Perícia foram acionadas. Como não havia sangue no local, há indícios de que o crime aconteceu em outro lugar e o corpo tenha sido desovado às margens da estrada.

Após a identificação de Giovana, a Polícia Civil constatou que uma amiga da vítima havia informado que ela estava desaparecida desde a noite de segunda-feira (23). Isso teria contribuído para a localização do veículo, no Jardim Colúmbia, região norte da Capital.

O caso, que começou sendo investigado pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), passou a ser investigado como homicídio simples; portanto, ficará a cargo da DHPP (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios e de Proteção à Pessoa).

 

FONTE: MIDIAMAX