O preço médio do etanol subiu 10 centavos em Mato Grosso do Sul na última semana, conforme levantamento da ANP (Agência Nacional de Petróleo). No entanto, a gasolina comum teve acréscimo de 21 centavos. Assim, ainda compensa abastecer com álcool no Estado.
Entre os dias 15 e 21 de março, a ANP encontrou etanol por R$ 4,34, em média, em Mato Grosso do Sul. O valor subiu para R$ 4,44 entre os dias 22 e 28 do mesmo mês. Já o preço médio da gasolina variou de R$ 6,30 para R$ 6,51 nesse mesmo período.
Chama a atenção o preço máximo de revenda dos combustíveis. Em Corumbá, a ANP encontrou etanol a R$ 5,17 e gasolina por R$ 7,11. Já em Três Lagoas, o preço máximo chega a R$ 7,19 para a gasolina e a R$ 4,99 para o etanol. A gasolina também é encontrada acima de R$ 7 em Dourados.
Em Campo Grande, o etanol custa R$ 4,31 em média, mas foi encontrado por valores entre R$ 4,15 e R$ 4,48. Já a gasolina comum vale, em média, R$ 6,35, mas varia de R$ 6,15 a R$ 6,52.
Etanol ou gasolina?
Quem dirige quer saber o que compensa mais: abastecer com etanol ou gasolina, principais combustíveis para veículos de passeio. O cálculo utilizado para esse resultado se baseia na divisão do valor do litro do álcool pelo da gasolina comum.
Quando o resultado é menor que 0,7, a recomendação é abastecer com etanol. Se maior, a recomendação é escolher a gasolina. Nesse caso, considerando a média de preço dos dois combustíveis, o resultado da divisão é 0,68. Portanto, é mais vantajoso abastecer com álcool em Mato Grosso do Sul.
Segundo o levantamento da ANP, o etanol é mais competitivo em relação à gasolina apenas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.
Justificativa dos postos de gasolina
Ao Jornal Midiamax, Edson Lazarotto, presidente do Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de MS), justifica que o cenário internacional, com a guerra no Oriente Médio, é o que causa a alta. “A oscilação do barril de petróleo, que passou ontem de US$ 130, a oscilação do dólar e algumas declarações dos envolvidos nos conflitos alteram imediatamente o mercado.”
Para ele, enquanto a guerra continuar, o Estado poderá sofrer mais alta nos combustíveis. “Enquanto não houver uma sinalização de trégua, poderemos ter a continuação dessa oscilação de preços.”
FONTE: MIDIAMAX




