A atuação do deputado federal Vander Loubet (PT) foi decisiva para viabilizar o empréstimo internacional de cerca de US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão) destinado a investimentos em infraestrutura em Mato Grosso do Sul.

O reconhecimento veio do próprio governador Eduardo Riedel (PL), que, em vídeo ao qual a reportagem do MS Notícias teve acesso, destacou o papel do parlamentar na articulação junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O vídeo é simbólico já que Riedel é candidato à reeleição em MS no campo da direita, e subirá no palanque ao lado do extremista de direita Flávio Bolsonaro. Além disso, Riedel apoiará Reinaldo Azambuja ao Senado — cargo ao qual Vander é pré-candidato.

Para Vander, o resultado é fruto de uma visão mais ampla de gestão. Visão essa, que se converteu em uma bandeira do terceiro governo do presidente Lula.

“Quem ganha é o Estado. Como disse o presidente Lula, ele tem olhado o todo, tem olhado a floresta, não uma árvore. Acho que é o maior exemplo desse modelo de parceria”, avaliou.

Vande destacou ainda os efeitos diretos para a população.

“A gente sai daqui todos nós vitoriosos. Isso é acreditar num estado grande e vitorioso, quem ganha é a população que vai receber esse investimento”.

Ao longo do vídeo, Riedel citou mais de uma vez o papel central de Vander na articulação.

 “Vocês foram fundamentais nesse processo. A nossa bancada federal, o deputado Vander foi fantástico nessa articulação para que a gente chegasse aqui”.

E o governador também salientou o caráter institucional da parceria, mesmo os políticos da ponta sendo de adversários nas urnas.

“Minha gratidão em nome do povo sul-mato-grossense. Que as nossas diferenças políticas não atrapalhem o andamento das ações do Estado”, concluiu dando um aperto de mãos com Vander.

PARA QUE SERVIRÃO OS RECURSOS?

Os recursos serão destinados ao Programa “Rodar MS”, de investimentos rodoviários. A busca por esse financiamento começou em outubro de 2024, quando a Assembleia Legislativa aprovou o pedido de Riedel para autorizar o Estado a realizar a operação.

SEGUE PARA O SENADO

A operação agora segue para tramitação no Senado Federal, etapa necessária para a formalização do contrato com o Banco Mundial.

Isso porque somente a assinatura presidencial não é suficiente para concretizar a operação junto ao Bird. O artigo 52 da Constituição, em seu inciso V, define que cabe ao Senado autorizar as operações externas de natureza financeira de interesse da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

FONTE: MS NOTÍCIA