Mais de 27 mil pessoas deixaram de depender do programa Mais Social, programa social que concede um auxílio financeiro mensal a famílias em situação de extrema vulnerabilidade e insegurança alimentar, desde 2023 após melhorarem a renda familiar e conquistarem estabilidade financeira. O número reflete uma mudança no cenário para milhares de famílias que conseguiram ingressar ou retornar ao mercado de trabalho, optando pela saída do grupo beneficiado pelo programa.

De acordo com a Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), Mato Grosso do Sul é o 5º estado com menos dependentes de programas sociais. Além disso, dados do CadÚnico também comprovam a redução da vulnerabilidade social no Estado. Nos últimos dois anos, de março de 2024 a março de 2026, 44.604 pessoas saíram da situação de pobreza em Mato Grosso do Sul.

O vigilante, Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, foi uma das pessoas que abandonaram a integração ao programa social após ter conseguido um trabalho de carteira assinada. Ele foi beneficiário do cartão desde 2018, quando perdeu o emprego em uma lavanderia, e decidiu pedir a saída do programa ao perceber que a família já conseguia se manter sem ajuda financeira.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”, explica Marcos Gabriel.

Segundo ele, na época em que ingressou no programa, a renda da família era muito baixa e insuficiente para cobrir todas as despesas da casa, onde vivem ele, a esposa, quatro filhos e a sogra. Durante esse período, Marcos fez um curso de barbeiro e passou a trabalhar por conta própria, mas os ganhos ainda não garantiam o sustento familiar. Com o apoio proporcionado pelo programa, ele buscou novas oportunidades, trabalhou como zelador de uma igreja e, atualmente, atua como vigilante em uma entidade sindical rural.

A melhora na renda familiar também contou com a contribuição dos filhos mais velhos, de 17 e 18 anos, que ingressaram no mercado de trabalho. Hoje, segundo Marcos, a família consegue viver com dignidade sem precisar recorrer ao benefício social.
FONTE: MIDIAMAX