A estratégia nacional foi lançada no último sábado (20) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O principal diferencial da vacina é a proteção contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, o que amplia a cobertura oferecida pelas versões anteriores. Entre os sorotipos incluídos estão os tipos 3, 6A e 19A, frequentemente associados a casos graves de doença pneumocócica invasiva.
Além de prevenir pneumonia e meningite, a vacina também protege contra otite média, uma das principais causas de perda auditiva em crianças e que pode evoluir para infecções mais severas.
Desde maio, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 570 mil doses da Pneumo 20 para todos os estados. A expectativa é que mais de 6,1 milhões de doses sejam entregues até o fim de 2026.
O que a Pneumo 20 previne?
A vacina protege contra infecções causadas pelo pneumococo, incluindo:
- Pneumonia;
- Meningite;
- Otite média;
- Outras formas de doença pneumocócica invasiva.
A imunização também reduz o risco de sequelas graves associadas a essas enfermidades.
Quem pode receber a vacina?
A Pneumo 20 será ofertada para:
- Crianças menores de 5 anos que ainda não completaram o esquema vacinal;
- Povos indígenas com mais de 5 anos sem histórico de vacinação pneumocócica conjugada;
- Idosos com 60 anos ou mais que estejam acamados ou institucionalizados;
- Pessoas com condições clínicas especiais atendidas pelos CRIEs (Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais).
Como fica o esquema vacinal infantil?
Durante o período de transição, enquanto ainda houver estoques da vacina Pneumo 10, o esquema vacinal será:
- 2 meses: 1 dose da Pneumo 20;
- 4 meses: 1 dose da Pneumo 10;
- 12 meses: dose de reforço da Pneumo 20.
O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço deve ser de 60 dias.
Após o esgotamento dos estoques da Pneumo 10, o esquema passará a ser realizado exclusivamente com a Pneumo 20. Contudo, as vacinas Pneumo 13 e Pneumo 23 continuarão sendo utilizadas em estratégias específicas até o término dos estoques disponíveis.
Como se vacinar?
Pais e responsáveis devem procurar a UBS (Unidade Básica de Saúde) ou USF (Unidade de Saúde da Família) mais próxima. É necessário apresentar:
- Documento de identificação da criança ou Cartão SUS;
- Caderneta de vacinação, fundamental para que o profissional de saúde avalie o histórico vacinal e indique as doses necessárias.
O histórico de imunização também pode ser consultado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.