O velório do ex-governador Marcelo Miranda Soares, realizado na manhã desta quarta-feira (24) na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), foi marcado por homenagens da família e pelo resgate de sua trajetória na construção política do Estado. Filho do ex-governador, Paulo Eduardo C. Soares destacou que o principal legado deixado pelo pai foi a dedicação à família e o compromisso com Mato Grosso do Sul.

A esposa de Marcelo Miranda não comparecerá ao velório pois está em tratamento em São Paulo. De acordo com o neto do ex-governador, o deputado estadual João Herique Caran (Novo), a avó trata um câncer.

Ao relembrar a nomeação de Marcelo Miranda para o governo estadual em 1979, pouco depois da criação de Mato Grosso do Sul, Paulo Eduardo afirmou que a escolha ocorreu porque o então prefeito de Campo Grande simbolizava a identidade da nova unidade federativa. “Meu pai era o prefeito de Campo Grande, então eleito, e eles acharam por bem nomear o prefeito para assumir o governo. Era uma pessoa que carregava a identidade do Estado”, declarou.

Marcelo Miranda foi o segundo governador de Mato Grosso do Sul. Ele assumiu o cargo após a saída de Harry Amorim Costa, primeiro chefe do Executivo estadual, em um período considerado decisivo para a consolidação administrativa e política do novo Estado.

Durante a despedida, o filho ressaltou que o ex-governador era movido por uma forte ligação com Mato Grosso do Sul e enxergava a atuação pública como instrumento de transformação social. “Ele era apaixonado por este Estado. Cada conquista que ele conseguia para a população, principalmente na área da educação e na área da saúde, para ele era um resgate da cidadania do ser humano”, afirmou.

Além da trajetória política, Paulo Eduardo destacou o perfil familiar de Marcelo Miranda. Segundo ele, o ex-governador foi um pai presente, dedicado aos quatro filhos e um exemplo de conduta dentro e fora da vida pública. “Foi um pai extremamente presente. Um exemplo de amor e dedicação para a família e também para o Estado de Mato Grosso do Sul”, disse.

Marcelo Miranda morreu na terça-feira (23), aos 87 anos, em Campo Grande. De acordo com familiares, ele enfrentava problemas renais crônicos e teve o estado de saúde agravado após complicações decorrentes de uma pneumonia.

Ele faleceu no dia do aniversário da filha, mãe de Catan. Netos, filhos e sobrinhos chegaram primeiro ao velório. Deputados Roberto Hashioka (Republicanos), Zé Teixeira (PL) e Pedrossian Neto (Republicanos) também foram os primeiros a chegar.

Muitas coroas de flores: políticos, entidades e amigos, incluindo flores do governador Eduardo Riedel (PP) e da senadora Tereza Cristina (PP).

 

FONTE: MIDIAMAX