Morreu a bebê, de três meses, que estava internada com suspeita de maus-tratos desde a última sexta-feira (19), no Hospital Regional de Campo Grande. A morte foi confirmada pelo avô materno, Ewerton Godoy, nesta sexta (26).

Os pais da criança tiveram a prisão preventiva decretada na segunda-feira (22). Isso porque a bebê deu entrada no hospital com parada cardiorrespiratória. Durante a internação, um exame de radiografia indicou fratura nas costelas dela, após os médicos observarem alguns hematomas na região.

Entretanto, nesta sexta-feira (26), em contato com o Jornal Midiamax, o avô noticiou o falecimento da neta. Na tarde de quinta (25), ele já havia informado sobre a pequena ter iniciado o recebimento do tratamento paliativo; assim, havia sido retirada a sedação.

Em um vídeo encaminhado para a reportagem, o avô agradeceu as orações e atualizou o estado de saúde da neta, que naquele momento era delicado.

“Infelizmente, o quadro dela não teve a melhora que tanto esperávamos. Agora ela se encontra em cuidados paliativos, e as sedações estão sendo retiradas. Obrigada a todos que oraram profundamente pela vida da minha neta. Que Deus abençoe cada um de vocês por todo amor, apoio e solidariedade demonstrados à nossa família”, escreveu.

Pai alegou que viu bebê com corpo mole enquanto assistia a jogo

De acordo com o boletim de ocorrência, o pai da bebê alegou que a filha estava em seu colo enquanto ele assistia a um jogo de futebol. Em determinado momento, ele disse ter percebido que a bebê estava com o corpo mole.

Questionado sobre os hematomas na filha, o pai alegou que ele e a esposa já haviam notado, mas aguardavam a oportunidade para buscar um diagnóstico.

Já a mãe da bebê alegou que os hematomas surgiram no início do mês e ela não procurou assistência médica porque o companheiro estava viajando a trabalho — o que impossibilitava seu deslocamento.

Além da fratura na costela, a bebê apresentava hematomas na região do glúteo. A parada cardiorrespiratória teria ocorrido em decorrência de uma broncoaspiração.

Após a prisão dos pais, foi solicitada medida protetiva de urgência e o caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar.

 

FONTE: MIDIAMAX