O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) determinou que o júri popular de Rúbia Joice de Oliver Luvisetto, Danilo Alves Vieira da Silva e Cleiton Torres Vobeto seja realizado em Amambai. Eles são réus por homicídio qualificado do jogador de futebol Hugo Vinícius Skulny, em 2023.
A defesa de Cleiton recorreu à 2ª Seção Criminal da corte contra a realização do julgamento em Sete Quedas, alegando que a repercussão do crime — em que os réus teriam matado, esquartejado o corpo e atirado os restos mortais em um rio — impactaria a imparcialidade dos réus.
No voto, o relator do recurso, desembargador Jairo Roberto de Quadros, observou que, ainda que o crime tenha tido grande repercussão, não se pode evitar que a imprensa noticie, nem que o caso provoque reações na sociedade.
Porém, o magistrado observou que o juiz do caso se manifestou a favor da transferência do julgamento por conta da situação atípica.
“Em comarcas de menor densidade populacional, delitos dessa natureza causam, por razões óbvias que dispensam maiores digressões, repercussão e comoção social, não sendo suficiente, portanto, a fundamentar a presunção de suspeição dos jurados”, avaliou.
Assassinato em Sete Quedas
Hugo teve um relacionamento com Rúbia por oito meses, porém terminou o namoro. Desde então, Rúbia não aceitava o término e constantemente enviava mensagens pedindo para encontrar com a vítima. Mesmo assim, se envolvia com Danilo, para tentar causar ciúmes na vítima.
Na noite do dia 24 de junho de 2023, ocorreu uma festa no “Posto do Arnóbio”, no Paraguai, próximo à fronteira com Sete Quedas, e Rúbia encaminhou mensagens para o jogador a fim de atraí-lo para ter relações no fim do evento.
Hugo estava na festa acompanhado de amigos enquanto Rubia, Danilo e Cleiton pertenciam a outro grupo. A todo tempo, a autora se insinuava para Danilo a fim de causar ciúmes em Hugo.
A festa perdurou até a madrugada, quando Rúbia, Danilo e Cleiton foram embora em uma Saveiro prata, de propriedade de Rúbia até a casa dela.
Hugo continuou na festa até que recebeu novas mensagens da autora pedindo que se encontrassem na casa dela. Hugo, então, foi de carona com um amigo até a residência de Rúbia.
Ao entrar no imóvel, a vítima encontrou o trio, logo, Danilo sacou uma arma de fogo e efetuou um disparo, fazendo com que o jogador caísse. Cleiton verificou que Hugo ainda respirava, então Rúbia buscou as chaves do veículo enquanto ele e Danilo deviam colocar a vítima na carroceria da picape.
Os dois levaram a vítima até a propriedade rural da família de Danilo, na rodovia MS-160, entre Sete Quedas e Tacuru, onde colocaram Hugo no chão. Quando percebeu que, apesar de abatido, ele ainda estava vivo, a dupla pegou um facão e desferiu golpes na região do tórax, matando-o. Segundo o laudo necroscópico, foram esses ferimentos do facão que causaram a morte.
Os dois, então, pegaram a vítima e a jogaram no Rio Iguatemi, depois voltaram para a casa de Rúbia.
Nesse tempo, a menina recebeu o padrasto e passaram a ocultar os vestígios de sangue na casa, jogando água. Depois que Danilo e Cleiton voltaram, Patrick pegou o carro, deixou Danilo na casa dele e ocultou a Saveiro usada no crime.
Posteriormente, entrou em contato com a esposa, mãe de Rúbia, que concordou que todos, menos Danilo, fossem para sua casa, no Paraguai. Lá organizaram para não contar o crime a ninguém.
Em seguida, mãe e filha levaram Cleiton para sua casa também naquele país. Ainda naquela manhã seguinte ao crime, os pais de Rúbia voltaram à residência dela e limparam a casa, depois pegaram a saveiro e adulteraram o estado da coisa, a fim de induzir os agentes da persecução criminal em erro.Entre os dias 25 e 1º, Danilo voltou para o sítio de sua propriedade e, com um barco motor, percebeu que o cadáver de Hugo estava visível. Em seguida, o retirou do rio e, com uma máquina de cerra-fita, mutilou o corpo em diversos pedaços menores e atirou os restos mortais novamente no Rio Iguatemi.
FONTE: MIDIAMAX




