A defesa do jovem, de 18 anos, que seria um agiota e é investigado como suspeito de envolvimento na execução de Matheus Luiz de Castro Vasconcelos, entrou com pedido de revogação da prisão preventiva.

Matheus foi executado com vários tiros de pistola calibre 9 mm por volta das 6h30 da última quarta-feira (22) em sua casa no Parque dos Novos Estados. A dupla que efetuou os disparos fugiu e a motocicleta usada no crime foi apreendida pelo Batalhão de Choque no dia seguinte.

Na última sexta (24), um mandado de prisão preventiva foi expedido em desfavor do suspeito. Apesar de a dupla responsável pela execução não ter sido localizada até o presente momento, algumas linhas de investigação que estão sendo conduzidas pela 3ª DP (Delegacia de Polícia) levam a crer que o rapaz, de 18 anos, pode ter sido o mandante do crime.

A defesa do jovem, representada pelo advogado Willian Frata, nega a participação do cliente no crime e ressalta que irá provar a . Ao Jornal Midiamax, o advogado afirma que não existem provas suficientes para a prisão do jovem.

“Não tem provas suficientes. O que existe ali é uma investigação em andamento, mas não tem nada que corrobore que foi ele o mandante intelectual dos crimes. São meras falácias, pessoas que supõem que é ele”, alega Willian Frata.

De acordo com a defesa, não há nenhuma interceptação telefônica, conversa de WhatsApp ou testemunha que comprove a autoria. A expectativa era de que o jovem prestasse esclarecimentos nesta segunda-feira (27) em videoconferência, mas, diante do mandado de prisão expedido, Wiliian Frata entrou com pedido de revogação.

“Devido ao mandado de prisão, que foi expedido em um inquérito sem provas robustas da sua autoria, entramos com pedido de revogação da prisão e estaremos aguardando”, explicou o advogado à reportagem.

Ameaças

Com exclusividade, o Jornal Midiamax teve acesso a algumas capturas de tela em que supostos clientes são torturados pelo suspeito, de 18 anos. Inclusive, o vídeo de um rapaz com as mãos amarradas e apenas de cueca teria sido compartilhado no status do WhatsApp, como uma forma de exemplo para os demais clientes.

“Pego de exemplo”, dizia a legenda do vídeo. As imagens foram encaminhadas para a defesa, a qual afirmou que os registros são falsos.

Um dos pontos de argumento do suspeito é que Matheus pode ter sido morto justamente por um dos seus clientes, em decorrência das ameaças truculentas durante as cobranças.

“A questão de ameaças, como eles tinham muito dinheiro na rua, até é essa uma das teses que o investigado tem, de que qualquer pessoa pode ter matado o Matheus, pelo fato de ter muita cobrança e desentendimento entre as pessoas”, pontuou.

Suposta dívida

O crime aconteceu por volta das 6h30 de quarta-feira (22), quando Matheus estava dentro da própria casa, que passa por obras. Dois homens adentraram o imóvel, cujo portão estava apenas encostado, e o executaram com vários tiros de pistola calibre 9 mm.

Equipes do Corpo de Bombeiros estiveram no local e constataram o óbito. Viaturas da PM (Polícia Militar), juntamente com o Batalhão de Choque, foram acionadas e recolheram cerca de 13 cápsulas no local.

No dia da execução, foi noticiado que a motivação do crime estaria relacionada a uma dívida no valor de R$ 600 mil. Matheus teria emprestado esse dinheiro para o suspeito.

No entanto, a defesa esclareceu que, na verdade, o valor mencionado era o que ambos tinham na praça — ou seja, que estava emprestado. Ainda, Willian Frata afirma que o investigado começou a trabalhar com 16 anos para Matheus. Na ocasião, ele era responsável pelas cobranças.

“Os R$ 600 mil eram espalhados pela praça; ambos emprestavam. Eles tinham negócios juntos. K** começou sendo cobrador dele com 16 anos de idade. Eles estavam trabalhando juntos”, afirmou.

Para a reportagem, a defesa afirmou que os dois eram amigos e, inclusive, já teriam realizado viagem para a praia juntos. “Eles eram muito amigos; tinham fotos até na praia juntos”, disse.

 

FONTE: MIDIAMAX