Uma câmera de segurança registrou os minutos que antecederam a morte de dois jovens durante uma operação do Batalhão de Choque da Polícia Militar, em Ivinhema (MS).

Os jovens assassinados a tiros foram Lucas Maciel Nunes, de 21 anos, e André da Silva de Andrade Gama, de 22 anos.

As imagens, gravadas às 12h02 deste domingo (26.jul.26), mostram um pedido que não impediu o desfecho da ação.

A dinâmica das imagens é a seguinte:

Seis militares chegam à residência. Cinco invadem o terreno. Um permanece do lado de fora.

Logo em seguida, os primeiros disparos são ouvidos. Parecem ser tiros de uma mesma arma de grosso calibre.

Outra viatura é vista chegando em frente a casa.

Tudo isso foi captado por uma câmera da casa vizinha, a moradora se assustou com novos disparos e correu para fora da própria casa.

Ouvem-se choros, desespero, mas o vídeo não permite identificar o momento em que Lucas e André são atingidos.

Um dos atingidos implora:

“Piedade, senhor. Por favor, senhor. Eu tenho duas filhas”.

A reportagem também identificou com uso de ferramentas de correção de ruídos, que um dos jovens parece alertar:

“Não somos bandidos, senhor”.

VERSÃO DA PMMS

A versão apresentada pela Polícia Militar, a equipe fazia patrulhamento tático quando encontrou um homem consumindo uma substância semelhante à maconha em frente ao imóvel. Ao receber ordem de abordagem, ele teria corrido para dentro da residência.

A corporação afirmou que, durante a entrada dos policiais, Lucas estaria escondido atrás de uma árvore e teria atirado contra os militares com um revólver calibre .38. Em seguida, conforme a PM, André, teria saído de uma edícula armado com uma pistola calibre 9 milímetros, dando início a uma nova intervenção policial.

Ainda de acordo com a polícia, os dois foram socorridos com vida e encaminhados ao hospital, mas não resistiram aos ferimentos.

Na ocorrência, a PM informou ter apreendido uma pistola Smith & Wesson calibre 9 mm, um revólver Taurus calibre .38, um tablete de maconha de aproximadamente um quilo e 17 porções de drogas, entre haxixe, cocaína e pasta base.

Como de praxe, a PM registrou um B.O unilateral em que diz que “reagiu a uma ofensiva à vida dos militares”, o que eles chamam de justificativa plausível para reagir.

FONTE: MS NOTICIAS