Um criminoso invadiu, furtou e destruiu dois estabelecimentos comerciais, que ficam entre as ruas José Antônio e Maracaju, em Campo Grande, durante a madrugada desta quarta-feira (29). Além de furtar toda a fiação e outros equipamentos, o ladrão deixou um prejuízo de mais de R$ 30 mil à empresária dona de um café, que foi um dos alvos do crime.

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, a ação do criminoso teria começado em um comércio vizinho ao café, onde o suspeito entrou e destruiu um aparelho de ar-condicionado para furtar o motor e toda a fiação elétrica do aparelho. Em seguida, ele entrou no café pelo telhado interligado dos dois comércios e atravessou todo o forro de gesso sem que a estrutura cedesse.

No interior do café, o ladrão arrancou toda a fiação elétrica, danificou o encanamento, provocando grande vazamento de água, além de furtar um computador, um celular e outros equipamentos do comércio. Segundo a proprietária, ela recebeu um alerta do sistema de monitoramento por volta das 2h40 da manhã, mas inicialmente acreditou que o sensor tivesse sido acionado por acidente.

“No princípio não me preocupei, porque não foi na porta. Achei que poderia ter caído alguma planta ou algo do tipo. Depois, um rapaz avisou que estava vazando água pela porta e aí percebi que era algo mais grave. Eles entraram pela cozinha, pelo alçapão que dá acesso à caixa d’água. Levaram os fios e danificaram o encanamento, por isso, a água estava vazando. Também estragaram a pintura, o banheiro e levaram computador, dinheiro e celular”, relata a empresária.

Há quatro anos instalada no endereço, a empresária afirma que nunca havia sido vítima de um crime semelhante e diz que comerciantes da região vivem um clima de insegurança. Segundo ela, somente os reparos na estrutura, incluindo forro, pintura e instalação elétrica, devem somar um prejuízo de cerca de R$ 30 mil. O valor será coberto pelo seguro.

“É desanimador, bem triste, porque a gente trabalha bastante. Acho que principalmente aqui no Centro, o pessoal está se sentindo bastante abandonado. Semana passada entraram em uma loja de roupas aqui na esquina e roubaram tudo. Agora foi a nossa vez. A gente fica se perguntando quem será o próximo. A gente trabalha, paga imposto e espera um retorno do poder público. Atualmente, muito pouco a gente sente”, finaliza.

 

FONTE: MIDIAMAX