A neta de Ana Carolina Goes presenciou o feminicídio ocorrido em Água Clara na tarde de quinta-feira (30). Ana tinha 45 anos e foi atingida com 14 facadas pelo ex-namorado, Daniel Paz dos Santos, preso escondido em um Fiat Strada, na cidade localizada a 192 quilômetros de Campo Grande.

Ana estava internada no hospital de Três Lagoas, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no fim da noite. Ela é a 17ª vítima de feminicídio registrada em Mato Grosso do Sul neste ano de 2026.

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, Ana foi esfaqueada na frente da neta, de apenas 5 anos. A menina teria ligado para um adulto para prestar socorro naquela tarde.

Após tomar conhecimento de que Daniel havia fugido do local, a Polícia Civil iniciou diligências pela cidade e obteve informação de que ele havia pedido ajuda ao gerente de seu trabalho para levá-lo para outro local.

Durante as buscas, Daniel foi encontrado dentro de um Fiat Strada da empresa. A suspeita é de que ele estaria tentando deixar a cidade.

Aos policiais, Daniel confessou ter esfaqueado a ex. Ele foi preso em flagrante por feminicídio e deve passar por audiência de custódia nos próximos dias.

Feminicídios em 2026 em MS:

  • Josefa dos Santos (Bela Vista) — 16 de janeiro;
  • Rosana Candia Ohara (Corumbá) — 24 de janeiro;
  • Nilza de Almeida Lima (Coxim) — 22 de fevereiro;
  • Beatriz Benevides (Três Lagoas) — 25 de fevereiro;
  • Liliane de Souza Bonfim Duarte (Ponta Porã) — 6 de março;
  • Leise Aparecida Cruz (Anastácio) — 6 de março;
  • Ereni Benites (Paranhos) — 8 de março;
  • Fátima Aparecida da Silva (Selvíria) — 23 de março;
  • Marlene de Brito Rodrigues (Campo Grande) — 6 de abril;
  • Vera Lúcia da Silva (Eldorado) — 12 de abril;
  • Zelita Rodrigues de Souza (Mundo Novo) — 30 de abril;
  • Fabíola Marcotti (Campo Grande) — 18 de maio;
  • Maria do Carmo de Souza (Naviraí) — 28 de junho;
  • Paula de Souza Conceição (Fátima do Sul) — 11 de julho;
  • Rosenilda de Oliveira Candelario (Nioaque) — 17 de julho;
  • Terezinha Nantes de Arruda (Campo Grande) — 27 de julho;
  • Ana Carolina Goes (Água Clara) — 30 de julho.

📍 Onde buscar ajuda em MS

Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.

Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.

☎️ Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.

As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.

Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.

📍 Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aquiElas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

⚠️ Quando a Polícia Civil atua com negligência, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.

 

FONTE: MIDIAMAX