Campo Grande encerrou julho com estabilidade na inflação, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). O índice registrou variação de 0,00%, após alta de 0,02% em junho. Com o resultado, a inflação da Capital ficou abaixo da média nacional, que foi de 0,07% em julho.
No acumulado de 2026, a inflação da Capital chega a 4,00%. Já nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 4,60%, acima dos 4,39% registrados no período de 12 meses imediatamente anterior. Em julho de 2025, a variação havia sido de -0,19%.
O resultado de julho foi influenciado principalmente pelos movimentos opostos de Habitação e Alimentação e bebidas. Enquanto a habitação teve alta de 1,90%, os preços dos alimentos recuaram 1,49%, ajudando a conter a inflação no mês.
Habitação tem maior alta entre os grupos
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados em Campo Grande, cinco registraram alta em julho. Habitação apresentou a maior variação, de 1,90%, e também o maior impacto positivo sobre o índice geral, de 0,29 ponto percentual (p.p.).
Na comparação com as demais capitais e regiões metropolitanas pesquisadas, Campo Grande teve o segundo maior aumento no grupo, atrás apenas de Curitiba, que registrou alta de 3,16%.
Entre os itens que mais pressionaram os preços da habitação está a energia elétrica residencial, que subiu 4,62% e teve impacto de 0,25 p.p. no índice geral. Também ficaram mais caros o sabão em barra (3,25%), o gás de botijão (2,10%), a água sanitária (1,66%) e o condomínio (1,06%).
Por outro lado, houve redução nos preços do detergente (-1,97%) e do material hidráulico (-1,12%). Nos últimos 12 meses, Habitação também acumula a maior alta entre os grupos pesquisados, com avanço de 7,56%.
Tomate e batata-inglesa influenciam queda na alimentação
Na direção contrária, Alimentação e bebidas recuou 1,49% em julho, com impacto negativo de 0,33 p.p. no índice geral. A queda foi puxada principalmente pela alimentação no domicílio, que teve redução de 1,14%.
O principal destaque foi o tomate, que ficou 30,80% mais barato e teve impacto negativo de 0,10 p.p. no resultado mensal. Também registraram quedas a batata-inglesa (-26,39%), o feijão-carioca (-12,18%) e o café moído (-2,39%).
Entre as altas, destacaram-se as frutas (2,76%) e o frango inteiro (1,82%). A alimentação fora do domicílio também apresentou queda de 0,11%. O lanche passou de alta de 0,71% em junho para queda de 0,41% em julho, enquanto a refeição saiu de 0,18% para -0,01%.
Artigos de residência têm leve queda
O grupo Artigos de residência registrou retração de 0,05% em julho. As principais quedas abrangem itens como ar-condicionado (-3,67%), roupa de cama (-2,39%), móvel para quarto (-1,63%), utensílios de metal (-1,58%) e móvel para sala (-1,35%).
Apesar da queda do grupo, alguns produtos ficaram mais caros, como móvel infantil (3,69%), televisor (2,96%), refrigerador (2,79%), computador pessoal (1,76%) e conserto de aparelho de celular (1,19%).
No acumulado do ano, o computador pessoal registrou a maior alta entre as cidades e regiões metropolitanas pesquisadas, de 18,09%.
Saúde e cuidados pessoais sobem 0,21%
O grupo Saúde e cuidados pessoais apresentou alta de 0,21% em julho, com impacto de 0,03 p.p. no índice geral. As maiores altas foram registradas nos preços de fralda descartável (2,46%), consulta médica (2,27%) e medicamentos hipotensores e hipocolesterolêmicos (1,99%).
Entre as quedas, destacaram-se óculos de grau (-3,00%), anti-inflamatórios e antirreumáticos (-2,70%) e exames de imagem (-2,20%).
Transportes recuam com queda nos combustíveis
O grupo Transportes teve queda de 0,04% em julho, com impacto de -0,01 p.p. no índice. Os combustíveis foram os principais responsáveis pelo resultado negativo. O etanol caiu 3,80%, o óleo diesel recuou 3,57% e a gasolina teve redução de 1,16%.
Em sentido contrário, a passagem aérea subiu 14,71%, com impacto de 0,03 p.p., enquanto o transporte por aplicativo aumentou 5,46%, contribuindo com 0,02 p.p.
Vestuário registra primeira queda após meses de alta
O grupo Vestuário também apresentou queda de 0,04% em julho, interrompendo uma sequência de altas iniciada em dezembro de 2025. As principais reduções foram observadas nos preços de blusa (-3,33%), sandália e chinelo (-3,00%), vestido infantil (-2,78%) e joia (-1,24%).
Entre as altas, destacaram-se calça comprida infantil (2,54%), sapato feminino (2,41%), sapato masculino (1,92%) e agasalho feminino (1,89%).
Despesas pessoais sobem 0,08%
O grupo Despesas pessoais registrou alta de 0,08% em julho. Os principais aumentos foram observados nos serviços de higiene para animais (2,28%), cinema, teatro e concertos (0,71%) e empregado doméstico (0,55%). Na outra ponta, os preços de bicicletas caíram 2,88% e os de hospedagem recuaram 2,37%.
Educação e Comunicação registram alta
O grupo Educação teve alta de 0,09% em julho, influenciado principalmente pelos aumentos no preço do livro não didático (2,79%) e dos serviços de autoescola (1,83%). Entre as quedas, apareceram cadernos (-3,02%) e artigos de papelaria (-0,27%).
Já Comunicação manteve a trajetória de altas consecutivas iniciada em março de 2026. O grupo subiu 0,24% em julho, repetindo a variação registrada em junho, e contribuiu com 0,01 p.p. para o índice geral.
Os principais aumentos foram registrados nos preços de aparelhos telefônicos (0,85%), serviços de streaming (0,82%) e acesso à internet (0,63%). Nenhum dos subitens pesquisados apresentou queda no mês. Nos últimos 12 meses, Comunicação acumula alta de 1,97%, a menor variação entre os grupos pesquisados.
Cenário nacional
No Brasil, o IPCA de julho ficou em 0,07%, uma desaceleração em relação à alta de 0,16% registrada em junho. No acumulado de 2026, a inflação nacional chega a 3,44%. Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 4,44%, abaixo dos 4,64% registrados no período imediatamente anterior. Em julho de 2025, a variação havia sido de 0,26%.
INPC recua 0,08% em Campo Grande em julho
O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) registrou queda de 0,08% em Campo Grande em julho, resultado abaixo da média nacional, que teve recuo de 0,01% no mês. Em junho, o índice da Capital havia apresentado variação de 0,07%.
Com o resultado de julho, o INPC acumula alta de 4,22% no ano em Campo Grande. Nos últimos 12 meses, a inflação medida pelo índice chega a 4,62%.
No cenário nacional, o INPC variou -0,01% em julho, 0,15 ponto percentual abaixo da taxa registrada em junho (0,14%). O índice acumula alta de 3,50% no ano e de 4,10% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,33% registrados no período imediatamente anterior. Em julho de 2025, a taxa havia sido de 0,21%.
Os produtos alimentícios passaram de uma queda de 0,29% em junho para um recuo de 0,74% em julho. Já os produtos não alimentícios desaceleraram de uma alta de 0,28% para 0,23%.
Entre as regiões pesquisadas, a maior variação do INPC em julho foi registrada em São Paulo (0,28%), influenciada principalmente pelas altas da energia elétrica residencial (7,60%) e do conserto de automóvel (2,61%). A menor taxa foi observada em Belém (-0,49%), puxada pelas quedas da gasolina (-3,42%) e do açaí (-14,24%).
FONTE: MIDIAMAX




