Neste ano, o pico de casos ocorreu no mês de abril, seguido por quedas sucessivas. No entanto, na última semana (de 9 a 15 de agosto), os registros de 2026 voltaram a ficar acima do registrado no mesmo período do ano passado, em 66%. A SES-MS informa que foram 107 casos prováveis na 32ª semana de 2025 e 178 neste ano.
Infectologistas alertam que esses dados semanais não estão consolidados e devem subir ainda mais nas próximas duas semanas. O clima mais frio pode ajudar a barrar a transmissão do vírus chikungunya, mas altas temperaturas e chuva podem facilitar a replicação do mosquito Aedes aegypti.
Risco em Sidrolândia
Nos últimos 14 dias, apenas Sidrolândia registra alta no número de casos a cada 100 mil habitantes. O município tem 194 casos prováveis de chikungunya em 2026, com 74 registrados nos primeiros 15 dias de agosto.
Dessa forma, a incidência de chikungunya é considerada média em Sidrolândia, com 157,1 casos a cada 100 mil habitantes na primeira quinzena deste mês.
Além de Sidrolândia, Douradina, Amambai, Batayporã, Angélica, Ladário, Maracaju, Rio Verde de Mato Grosso, Bonito, Jardim, Dourados e Chapadão do Sul confirmaram casos de chikungunya nas primeiras duas semanas de agosto.
Em todo o ano de 2026, apenas Alcinópolis, Aparecida do Taboado e Japorã não registraram casos prováveis de chikungunya. Campo Grande tem 53 casos, com incidência de 5,9.
30 mortes em MS
Mato Grosso do Sul confirmou 30 mortes por chikungunya em 2026 e 17 no ano anterior, que já tinha batido o recorde da série histórica. Pessoas com outras doenças e em extremos de idade são o principal grupo de risco.
Dourados concentra 18 mortes, o equivalente a 60% do total do Estado. Os moradores da Reserva Indígena de Dourados são as principais vítimas e foram atingidos primeiro pela onda de casos e mortes neste ano. A falta de água e de informação expôs indígenas à epidemia da doença.
Também houve duas mortes em Bonito, Jardim e Ponta Porã, além de uma em Corumbá, Douradina, Fátima do Sul, Guia Lopes da Laguna, Itaporã e Nioaque. Outro óbito é investigado, mas a SES-MS não divulga informações enquanto não há confirmação laboratorial.
As vítimas tinham entre um mês e 94 anos, sendo 20 homens e dez mulheres. Entre as comorbidades relatadas, estão hipertensão, diabetes, câncer, cardiopatia e doença renal crônica, mas cinco dos pacientes não tinham condições preexistentes informadas nem estavam em extremos de idade.