O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul destinou R$ 9,7 milhões para preservação do meio ambiente, além de ações preventivas e respostas a desastres e acidentes. A verba foi suplementada ao orçamento da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública).

A movimentação orçamentária foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (27), por meio de decreto. O recurso suplementar para a prevenção de desastres integra um remanejamento mais amplo dentro da Sejusp, que contemplou diferentes áreas da pasta, com total de R$ 72.275.988,93.

Desse total, R$ 1.464.000,00 é voltado à preservação do meio ambiente e R$ 8.293.992,07 especificamente para a prevenção e provimento de resposta adequada aos desastres e acidentes. A suplementação ocorre em meio aos esforços de preparação para o El Niño, evento climático extremo que impactará Mato Grosso do Sul.

El Niño

O El Niño é um fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Ele enfraquece os ventos tropicais, altera a circulação atmosférica global e modifica os regimes de chuva e a temperatura em várias partes do planeta.

Em Mato Grosso do Sul, os efeitos variam de um ano para outro e dependem da interação com outros fatores atmosféricos e oceânicos. Segundo a coordenadora do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), meteorologista Valesca Fernandes, o fenômeno “deve favorecer ondas de calor”.

Até setembro, ele deve atingir MS com intensidade moderada. No entanto, entre setembro e dezembro, o fenômeno pode chegar à intensidade muito forte.

Caso ocorram chuvas acima da média, pode aumentar o risco de alagamentos. Por outro lado, o predomínio de calor intenso, sem chuvas consistentes, pode criar condições favoráveis aos incêndios florestais.

Chuva ou seca?

Nos últimos 24 anos, 15 tiveram El Niño, sendo que em 2016, 2023 e 2024 o fenômeno recebeu a classificação “forte” ou “muito forte”. Em sete das 15 ocorrências, a temperatura média anual ficou acima do esperado. Além disso, o volume de chuva ficou acima da média em nove desses anos.

Chama a atenção que, em 2024, por exemplo, o El Niño foi classificado como “forte”, mas as chuvas ficaram abaixo da média e as temperaturas, acima. Já em 2016, o fenômeno foi “muito forte”, mas os termômetros terminaram o ano abaixo da média, enquanto as chuvas ficaram acima do esperado.

 

FONTE: MIDIAMAX