Mato Grosso do Sul teve 10 registros de candidatura contestados pelo Ministério Público Eleitoral no balanço parcial das Eleições 2026. Os dados divulgados fazem parte de um total de 974 impugnações apresentadas em todo o país.

Os motivos apontados pelo MP para barrar as candidaturas no país incluem condenações criminais, por improbidade administrativa e por abuso de poder político e econômico, envolvimento com organizações criminosas, falta de filiação partidária, falta de quitação eleitoral, rejeição de contas de gestões anteriores e não desincompatibilização de cargo no prazo legal.

No recorte nacional, São Paulo lidera, com 557 contestações, sendo mais da metade do total. Na sequência vêm Maranhão (55), Minas Gerais (41) e Paraíba (39). No Centro-Oeste, além das 10 de MS, foram registradas 20 impugnações em Goiás e 6 em Mato Grosso. O Distrito Federal teve 33.

Segundo o MP Eleitoral, mais de 70% das impugnações no país miram candidaturas a deputado estadual e federal. O balanço também aponta que o órgão contestou a candidatura de Pablo Marçal à Presidência da República, por inelegibilidade até 2032 por uso indevido dos meios de comunicação nas eleições de 2024 e por falta de comprovação de filiação partidária. O Tribunal Superior Eleitoral chegou a suspender o acesso dele a recursos públicos de campanha e ao tempo de propaganda gratuita até decisão final.

Pela regra eleitoral, após a publicação do edital com os registros no Diário da Justiça Eletrônico, o MP tem cinco dias para contestar. A decisão final sobre cada candidatura cabe à Justiça Eleitoral, que deve julgar todos os pedidos até 14 de setembro.

 

FONTE: MIDIAMAX