Mato Grosso do Sul possui dois alertas de baixa umidade do ar ativos nesta quarta-feira (12), conforme o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Nas cores amarela e laranja, os avisos indicam ‘perigo potencial’ e ‘perigo’, com valores entre 30% e 20% que podem causar riscos à saúde.

Conforme a MedSênior, quando o ar fica mais seco, tende a aumentar o agravamento de doenças respiratórias, como rinite, sinusite, asma e Dpoc (doença pulmonar obstrutiva crônica). Além disso, as condições podem contribuir para outros desconfortos, como irritação nos olhos, ressecamento da pele e das vias aéreas.

De acordo com a doutora Carla Alvarenga, pneumologista da MedSênior, a baixa umidade interfere diretamente no funcionamento das vias respiratórias.

“A umidade do ar ajuda a manter hidratadas as mucosas que revestem o nariz, a garganta e os pulmões. Quando o ar fica muito seco, essas estruturas ficam ressecadas, comprometendo o funcionamento do sistema de defesa natural das vias respiratórias, responsável por reter e eliminar partículas, vírus e bactérias, favorecendo irritações e agravando doenças respiratórias preexistentes”, explica.

Grupos de risco

Os efeitos do ar seco podem ser sentidos por qualquer pessoa; contudo, idosos, crianças e pessoas com doenças respiratórias crônicas estão entre os grupos que exigem atenção. Com o envelhecimento, o sistema respiratório fica mais sensível às mudanças climáticas, aumentando a probabilidade de crises e complicações.

Nesses grupos, sintomas como tosse, congestão nasal, espirros, irritação na garganta e falta de ar tendem a se intensificar durante períodos de baixa umidade. O ressecamento da pele, dos olhos, dos lábios e da mucosa nasal também é frequente e pode provocar desconforto e favorecer pequenos sangramentos.

Como se proteger?

Existem alguns cuidados simples que, incorporados à rotina, ajudam a minimizar os efeitos e reduzir o risco de agravamento das doenças respiratórias. Entre as medidas que ajudam a proteger a saúde, estão:

  • Boa hidratação: a hidratação ajuda a preservar a umidade das vias respiratórias, facilita a eliminação de secreções e contribui para o funcionamento adequado do sistema respiratório;
  • Qualidade do ar nos ambientes: manter os ambientes ventilados ajuda a renovar o ar e reduzir a concentração de poeira, fumaça e outros agentes irritantes. O uso de umidificadores também pode contribuir para tornar o ambiente mais confortável para as vias respiratórias;
  • Proteja a pele, os olhos e as vias aéreas: hidratar a pele, utilizar soro fisiológico para umidificar as narinas e, quando indicado pelo médico, colírios lubrificantes são ações que ajudam a reduzir o desconforto provocado pelo ressecamento;
  • Tratamento das doenças respiratórias: quem convive com doenças respiratórias crônicas precisa manter o tratamento prescrito e evitar interromper medicamentos por conta própria;
  • Vacinação: manter a vacinação é uma das medidas mais importantes para reduzir o risco de complicações respiratórias, principalmente entre idosos e pessoas com doenças crônicas. Além de ajudar a prevenir formas graves de infecções, a imunização também diminui o risco de hospitalizações.

 

FONTE: MIDIAMAX